Valioso e belo patrimônio natural
O escritor Luiz Fernando Brandão apresenta o Pantanal como um dos mais valiosos patrimônios naturais do Brasil. Maior área úmida do planeta, destaca-se pela pujança da fauna, inigualável nas Américas.
Localizado na bacia hidrográfica do Rio Paraguai, que tem 1,3 milhão de quilômetros quadrados e é a segunda maior do Brasil após o Rio Amazonas, limita-se pelo Rio Paraguai a oeste, pela Serra da Bodoquena ao sul, pelos planaltos e chapadas a leste e norte.
Neste vasto delta interno de cerca de 160 quilômetros quadrados, formado pelo afundamento da crosta terrestre na grande depressão pré-andina, os rios fluem lentamente, devido à baixa declividade do terreno. Em seu percurso, enriquecem os solos com enormes quantidades de sedimentos, além de conduzir as sementes das pastagens naturais e os nutrientes.
As chuvas torrenciais são características no Pantanal, onde as precipitações médias anuais oscilam entre 1,3 milhão e 1,4 milhão de milímetros. Os terrenos, quase todos planos, são alagados periodicamente por inúmeros corixos e vazantes entremeados de lagoas, baías e leques aluviais.
Durante as cheias estes corpos comunicam-se e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, que trazem os elementos necessários para a renovação da fertilidade dos diversos ecossistemas locais.
O Pantanal, segundo Brandão, pode ser definido como um enorme ecótono onde predominam os cerrados e o chaco e, em menor proporção, as florestas Amazônica e Atlântica. As tensões entre os quatro ecossistemas nesta região pantanosa conferem-lhe diversidade e produtividade biológica excepcionais.
Devido à grande variedade de microrrelevos e regimes de inundações e a consequente diferenciação da vegetação, reconhecem-se até 12 pantanais no território brasileiro.
A interferência da atividade humana na região vem de tempos imemoriais, mas acentuou-se nos últimos dois séculos, sobretudo pela introdução de gado e a exploração das áreas florestadas. (E.M.C.)

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