Vale a pena espiar?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011
Rafael Ceribelli <br> Reportagem Local 
Festas depravadas, consumo excessivo de álcool e situações constrangedoras; Os polêmicos acontecimentos (semi-censurados) dentro da casa do BBB 11 se apresentam como um reflexo do fracasso comercial do reality, e são uma clara tentativa de alcançar a velha fórmula do sucesso instantâneo - vale tudo para alavancar a 'baixa' audiência do Big Brother.
Segundo o Jornal do Brasil, a 11 edição do programa tem, até agora, a pior média de público em todos os anos de exibição, com 26,4 pontos - cada ponto valendo por 60 mil televisores na Grande São Paulo. Parece muito, mas o fato é que, mesmo que ainda seja o líder do horário e carro-chefe na programação de verão da Globo, os 'brothers' nunca foram menos assistidos.
''Esta edição ainda está devagar e muito chata, com certeza é a pior que eu vi até agora'', comenta a empresária Andressa Ruy de Paula, que confessa gostar muito deste formato de reality show e que acompanha o pay-per-view desde a 6 edição do programa. ''Acho que este ano não está rendendo ibope por causa das pessoas escolhidas. Os participantes estão todos treinados para aparecer na TV, e assim fica tudo muito falso'', opina Andressa, afirmando que o Big Brother ficou pouco surpreendente, preso aos estereótipos. ''Sempre tem na casa um fortão, um homossexual e uma modelo bonita. São todos personagens parecidos. O BBB precisa se remodelar.''
A última cartada do diretor Boninho para tentar remediar a escolha de um elenco pobre de 'brothers' - uma reunião infeliz de gente chata, desinteressante e não tão bonita assim - foi a de escalar dois novos integrantes para o reality: um médico musculoso e uma beldade loira de 19 aninhos. Pela primeira espiadinha, parece ser mais do mesmo.


