Vai-se um evento, ficam as cenas
O 18º Festival
de Música de
Londrina, que
terminou ontem,
proporcionou
sons e momentos
memoráveis
Antônio Mariano Júnior
Celso Pacheco
E lá se foi mais um Festival de Música. A partir de hoje, domingão daqueles, Londrina volta ao seu compasso quaternário, ao seu ritmo tradicional, à sua rotina. Depois de 15 dias em que levou a boa música a várias partes da cidade, o grande evento chegou ao fim. Músicos saem dos palcos, partituras são guardadas, professores e alunos se despedem, mas as cenas do evento, que terminou ontem à noite, ficam. Para sempre. Se não na memória, no papel fotográfico.
Celso PachecoMilton DóriaO público londrinense foi até onde o artista estava. E vice-versa. No teatro ou nas ruas. Impossível não parar e ouvir, mesmo que seja por alguns minutos, um pouco de música de qualidade. É bom constatar que a música erudita não é nenhum bicho-papão. Que música não é só dessas coisinhas frágeis que tocam nas rádios da vida. O FML, em outras palavras, promove anualmente uma espécie de desintoxicação musical.
Carllos Bozelli/DivulgaçãoAs cenas falam por si. São momentos de concentração, de glória, de triunfo, de isolamento para o estudo, de olhos pregados na batuta do maestro. Cenas e mais cenas protagonizadas por célebres e anônimos. Todos, entretanto, unidos pelo fascínio da música - desde a bonitinha tocando seu violino até mesmo a satisfação explícita da maestrina Lígia Amadio. A música, senhores, promove milagres. Ano que vem, se Deus quiser, tem mais!!
Carllos Bozelli/Divulgação





