VAI ENTRAR EM CENA
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quarta-feira, 18 de abril de 2001
Jackeline Seglin De Londrina 
A 12 dias para o início do Filo 2001 Por Uma Cultura da Paz, a programação do evento foi finalmente divulgada ontem, em entrevista coletiva à imprensa. O Filo 2001 vai acontecer, como nos anos anteriores. Ou seja, aos trancos e barrancos, com cortes no orçamento, falta de incentivo e incertezas.
Para a diretora do festival, Nitis Jacon, a questão da dificuldade do festival em conseguir recursos é mais ampla do que aparenta. Essa avaliação não pode ser feita superficialmente. Por que o Filo tem essa dificuldade? A cultura tem dificuldade com tudo! Vender o superficial, a banalização é fácil. É possível que o Filo não seja vendável, ironiza. Tem a questão da resistência cultural que acompanha o festival... E será que as pessoas não se irritam com a minha pessoa? Quem sabe se meu nome não estivesse vinculado ao evento ficaria mais fácil? Uma avaliação dessa merece uma discussão envolvendo a comunidade, o empresariado e representantes de órgãos oficiais.
Orçado inicialmente em R$ 2,05 milhões, o Filo 2001 teve seus custos reduzidos para R$ 1,5 milhão. A organização ainda aguarda a resposta do Governo do Estado quanto à liberação da verba requisitada através da Conta-Cultura. Segundo Nitis Jacon, o projeto apresentado solicita R$ 500 mil. É dessa verba que depende a realização do Cabaré que, por enquanto, tem apenas uma atração agendada o norte-americano Hilton Ruiz com o show Jazz. Para este ano, a organização também previu a participação de bandas locais e regionais na abertura dos grandes shows.
Até agora, o festival recebeu recursos da Sercomtel, de emendas apresentadas ao Governo Federal e através das leis Federal e Municipal de Incentivo à Cultura, totalizando R$ 800 mil, além de R$ 400 mil provenientes de parcerias com outros países e com o Estado de Pernambuco.
De qualquer forma, o Filo 2001 começa oficialmente no dia 1º de maio, com quatro Caminhadas pela Paz com a participação da comunidade três delas acontecerão simultaneamente às 9 horas, em pontos diferentes da cidade, enquanto a outra, às 16 horas, no Lago Igapó, completa a abertura oficial do evento. A programação artística, que terá mais de 50 espetáculos, será aberta no dia 2, com a montagem argentina Cacheta de Campo.
Até o dia 15, a Sul Mostra Teatro uma das novidades deste ano apresentará 16 espetáculos de cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, além de três da Colômbia e Argentina. No dia 18 começa a Mostra Internacional, com 20 atrações de 11 países, entre elas, Grupo Galpão, de Belo Horizonte; SSmola Teatre, da Espanha, e Cia. Philipe Saire, da Suíça
Outra novidade é o Circuito Londrina de Teatro a ser realizado entre os dias 4 e 18 com a participação de 10 grupos locais: ALL Cia de Teatro, Cia de Teatro Fase III, Cia F.U.M., Cia Studio de Dança SR, Curso de Artes Cênicas da UEL, Estrullini Teatro na Divaca, Everton Bonfim, Mambembom Companhia de Teatro, Onomatopéia Cia de Teatro e Rhamza Alli Escola de Dança do Ventre.
Treze projetos sócio-culturais (Projetos de Maio) serão colocados em prática neste ano, entre eles, Oficina de Circo, com a Central de Circo (SP); Educação Corporal X Educação Física, com Alvaro Restrepo (Colômbia); Mímica e Interpretação, com o Centro Teatral Etc e Tal (RJ); Peças Radiofônicas, com João das Neves (MG); Núcleo de Palhaços, com Luiz Carlos Vasconcelos (RJ), e Teatro na Zona Rural, com Bya Braga (MG).
A última novidade, que não deve agradar ao público, é que o preço dos ingressos deste ano vai subir. A Mostra Internacional passa de R$ 10,00 para R$ 15,00 e a Sul Mostra Teatro, que seria gratuita, custará R$ 10,00. Se conseguirmos os R$ 500 mil da Conta-Cultura poderemos baixar os ingressos da Mostra Internacional e liberar a entrada para a Sul Mostra Teatro, sugeriu Nitis Jacon.


