Vai começar o maior espetáculo da Terra
Há sete décadas, Mário Filho um dos sujeitos que idealizou o Estádio do Maracanã, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues nem sonhava que o concurso que inventou entre os blocos de foliões da Praça Onze se transformaria no que é hoje: o maior espetáculo do mundo. Sim, o desfile das escolas de samba nasceu em 1932 quando o então proprietário do jornal Mundo Esportivo promoveu aquele evento entre as agremiações do subúrbio da cidade.
Nenhum outro show é hoje tão numeroso. Por noite, são 65 mil pessoas assistindo às agremiações atravessarem a Passarela do Samba ao vivo, sabendo-se que há três anos não sobra sequer um ingresso. E, para este ano, a expectativa da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) é a mesma: esgotar todos os lugares. Desfilando, são cerca de 60 mil pessoas uma média de 4 mil por escola.
Se alguém pudesse comprar o desfile hoje, pagaria por ele US$ 200 bilhões, o mesmo preço da produção do Titanic, brinca o historiador especialista no assunto, Hiram Araújo. O resultado é que o desfile das escolas de samba cariocas se confunde com o Carnaval brasileiro e é, atualmente, o evento mais conhecido do País no exterior.
Não é à toa que durante os cinco dias de festa o Rio recebe mais de 300 mil turistas para este ano, a expectativa da Riotur é de 370 mil visitantes, superando os 337 mil do Carnaval do ano passado. Vantagens para a cidade? Só em 2001, geraram cerca de US$ 118 milhões para o município.





