Uso do marketing cultural é ‘‘estratégia’’
Aproximar-se das comunidades através da cultura e de ações comunitárias. Esta política que vem sendo desenvolvida pela Tele Centro Sul foi uma ‘‘inspiração’’ do presidente da holding, Henrique Neves, explicou a agente de projetos culturais e comunitários Ana Rosa Hopkins. Estabelecendo-se parcerias torna-se mais fácil o trabalho nas áreas social e cultural onde a empresa tem sua presença.
‘‘A partir do momento em que você estabelece uma parceria de patrocinar arte com qualidade e da criatividade tanto das empresas quanto dos produtores, e dos artistas quando tomam esta consciência, o caminho é muito mais fácil e muito mais flexível’’, ponderou.
O uso do marketing cultural para firmar a marca Tele Centro Sul é, em si, ‘‘uma estratégia’’, comentou Ana Rosa. Dentro dessa estratégia a empresa visa mostrar-se como ‘‘somos gente daqui’’, atuando regionalmente. Mesmo promovendo eventos nacionais como a exposição retrospectiva da carreira de Fernanda Montenegro - que em sua itinerância passará por Curitiba -, detém-se nos acontecimentos locais.
Para isso utiliza-se das diversas leis de incentivos, sejam elas municipais, estaduais, federais. ‘‘Estamos aqui para atender ao sonho do artista, para fazer com que as suas metas tornem-se realidade, dentro de um consenso do marketing cultural’’, acrescentou.
Essa é a disposição, mas há mecanismos para barrar aventureiros de olho apenas no dinheiro. Os critérios utilizados na avaliação dos projetos fundamentam-se basicamente na qualidade do produto - ‘‘é fundamental’’ -, a transparência dos custos e a criatividade. Eles devem estar incluídos dentro de alguma das leis de incentivos. ‘‘Pesa também na avaliação a seriedade dos produtores, aquilo que foi feito anteriormente.’’ (Z.C.L.)

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