Ao optar por um perfume, escolhemos também nosso próprio cheiro e com ele sinalizamos quem somos, o quê, e, principalmente, quem queremos atrair. Afinal, é pelo cheiro que machos e fêmeas se reconhecem e se enamoram. A sua avó (que provavelmente usava Chanel nº 5) já dizia que tudo o que é demais enjoa e nada pior para causar enjôo do que perfume em excesso.
O perfumista francês Jean Luc Morineau chegou ao Brasil nos anos 80 a trabalho para uma perfumaria suíça. Há 9 anos deveria voltar para a Europa, mas preferiu pedir demissão para ficar neste país tropicaliente e abrir seu próprio negócio. Já elaborou perfumes para muitas perfumarias nacionais e avisa que é preciso regrar a dose para que o efeito não seja um desastre. ‘‘Os perfumes importados foram feitos para países de clima frio. Em temperaturas mais elevadas, como a nossa, quanto menos perfume se passar, melhor’’, avisa. Já os perfumes nacionais são mais leves, mas o perfumista recomenda sempre doses homeopáticas.
‘‘O cheiro de perfume é para chamar a atenção sem agredir. Quando passamos perfume, nosso cérebro dá o alarme de que existe um cheiro diferente no ar. Algum tempo depois, o cérebro não identifica perigo e relaxa. Neste ponto não sentimos mais o cheiro e achamos que é necessário passar mais perfume. É assim que acontecem os exageros’’. As partes do corpo mais indicadas para se passar perfume são os pulsos, atrás da orelha e dos joelhos. São locais de maior irrigação sanguínea, ideais para a propagação do cheiro e também protegidos do sol, o que evita manchas. (M.F.)

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