Universo sobre rodas
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Estudiosos registram como certa a origem indiana do povo cigano. A maior parte dos indianistas estabelece como pátria desse povo a região noroeste da Índia. Dali, partiram em carroções nômades para uma verdadeira diáspora cigana, impulsionados por uma paixão pela liberdade.
Um dos nomes atribuídos aos ciganos era Egypcios. Mas o cigano europeu designa a si próprio como Rom ou então como Manuche (homem). Na França do século XV ao XVII, o nome Égyptien era de uso corrente. Em espanhol, posteriormente, transformou-se em Gitanos; e em inglês Gypsies.
A língua cigana (romani) está ligada ao sânscrito, mas é estritamente aparentada a idiomas como o hindi e o cachemiri. Após deixarem a Índia, não carregaram as divindades cultuadas naquele país. Ao contrário, uma característica do cigano é sua capacidade de assimilar as religiões dos países onde permaneceram, dependendo da região tornaram-se cristãos ou muçulmanos.
Perseguidos em várias guerras, envoltos em superstições sombrias, sempre despertaram fascínio e curiosidade de todos os povos. No Brasil, a situação da maioria dos ciganos resvala na penúria. Estigmatizados, muitos atribuem a eles a autoria de raptos de crianças. Estão em todos os lugares, frequentemente nos deparamos com ciganas coloridas, com sorrisos dourados, nos cercando pelas praças e indagando: vamos ler a sorte? (F.F.)





