Universidade está aberta para visitação turística
Uma muralha, uma praça e uma imponente igreja eram os principais elementos nas cidades européias que tiveram seu apogeu durante a Idade Média. Para os turistas, o principal legado quase sempre é o templo católico.
Em Salamanca, um outro patrimônio se destaca ao lado das catedrais (lá são duas), a universidade. Fica fácil de entender de onde vem o orgulho dos salamanquenses de viverem no lugar que consideram como o centro da sabedoria. A história da cidade gira em torno dela, a universidade mais antiga da Espanha. Foi fundada oficialmente em 1218, mas só ganhou uma sede própria mais de 200 anos depois. E esse mesmo local está aberto hoje para que o visitante possa sentir os ares catedráticos dos séculos passados.
Na construção de pedras, com duas altas portas, restam algumas salas intactas, com bancos e mesas (na verdade pranchas de madeira) e o lugar à frente onde ficavam os cátedras. Circulando pelos corredores, repare nos nomes escritos em vermelho nas paredes. Eram os alunos que se destacavam e mereciam ter seu nome registrado com sangue de touro.
Dê atenção especial também durante sua visita à biblioteca e ao museu. Ele abriga peças interessantes como o manequim usado nas aulas de medicina no século 16, e também o céu de Salamanca, a antiga abóbada que cobria a primeira biblioteca do local, com símbolos do zodíaco, pintados por Fernando Gallego.





