O nome Adriano Grineberg já soa familiar aos londrinenses. Há três anos, contava-se nos dedos de uma mão o número de entusiastas do pianista, cantor e compositor paulistano que faz show hoje ao ar livre, às 19 horas, na Concha Acústica, como atração musical do 46º Festival Internacional de Londrina (Filo).
Na ocasião, ele era desconhecido do grande público, embora fosse admirado por seguidores do blues. Foi há três anos que fez o primeiro show com sua banda na cidade, como convidado do 1º Festival de Blues de Londrina. Empolgou tanto a plateia que voltou no ano seguinte para de novo entusiasmar o público.
O show de hoje, por ser aberto e gratuito, alcançará muito mais gente do que nas ocasiões anteriores, quando se apresentou no bar Valentino. Ele estará no palco ao lado de Edu Gomes (guitarra), Rodrigo Jofre (baixo) e Sandro Grineberg (bateria).
O show terá a presença também da cantora Graça Cunha, que participa do álbum "Blues for Africa", o segundo solo do artista, lançado no fim de 2013. Graça faz parte do grupo musical do programa "Altas Horas", da TV Globo, e é amiga há 20 anos de Adriano.
O repertório será focado no novo disco, mesclado a composições do álbum anterior, "Key Blues", além de interpretações personalizadas de clássicos de Ray Charles, B.B. King, Jerry Lee Lewis e outros astros. "Tocamos recentemente no festival de Rio das Ostras, o maior festival de jazz e blues do Brasil, mas guardei o lançamento do novo disco para Londrina", diz ele em entrevista por telefone.
"Temos uma história muito legal com a cidade, desde a época em que viajava como músico nos shows do Ira!. Estou com grande expectativa por causa do lugar do show e pelo fato de estar na programação do Filo, que tem um perfil identificado com o nosso trabalho. Temos um conceito de blues como um gênero universal, que transcende localidades ou cor de pele", assinala.
Ele explica que "Blues for Africa" faz "um elo entre o blues e a África": "A origem é a mesma. A música dos corais da África tem muitas semelhanças com o blues de New Orleans. Há muitas coincidências. No disco, não proponho uma fusão, mas um reencontro de raízes", salienta. No trabalho, Grineberg canta em seis línguas de nove países (África do Sul, Mali, Zâmbia, Quênia, Nigéria, Brasil, Jamaica e Estados Unidos).
Reunindo composições autorais e releituras, o material alia elementos modernos às batidas tribais em incursões pelo blues, gospel, new orleans, mambo, reggae e expressões musicais africanas. Algumas faixas trazem também citações de mestres da música brasileira, como Pixinguinha e Luiz Gonzaga. O disco poderia ser rotulado como "world music", se a classificação não estivesse desgastada. Na verdade, a ligação de Grineberg com a música produzida em continentes distantes não é nova. Ele já gravou oito CDs com referências e influências indianas e africanas em parceira com o guitarrista Edu Gomes.
Além dos projetos autorais, o artista tem participações em mais de 30 discos de artistas nacionais e internacionais ao longo de duas décadas e meia de carreira. Também foi requisitado para participar de incontáveis shows de astros estrangeiros como John Pizzarelli, Magic Slim, Deacon Jones, Big Time Sarah, Corey Haris, Mark Hummel e James Wheller. Em três ocasiões, tocou na abertura de shows de B.B.King.

SERVIÇO
Show de Adriano Grineberg Quarteto
Quando – Hoje, às 19 horas
Onde - Concha Acústica (Praça 1º de Maio, Centro), em Londrina
Ingresso – Gratuito

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