‘‘O amor de outono é uma beleza. O beijo é de passarinho e não de desentupir pia’’, disse a viúva de Nelson, Elza Bretanha Rodrigues, sobre os últimos anos ao lado do ‘‘reacionário’’. Depois de uma separação dolorosa, ela retornou aos braços de Nelson em fins de 1977, por 3 anos e oito meses, até a morte do jornalista. Nelson comunicou ao filho sobre esse retorno ao lar da seguinte forma: ‘‘Nelsinho, acho que vou fazer outra falseta com Elza. Vou voltar com sua mãe.’’
A viúva relembra esse período como o mais amigo e concentrado na relação com o marido. ‘‘Nós namorávamos enquanto estávamos separados. Ele telefonava, marcava o encontro. Eu pegava o ônibus, saltava na esquina, ele ia atrás. Depois do encontro, saía primeiro e Nelson saía do apartamento minutos depois. Eu ia, era meu marido e gostava muito dele. Não tinha nada a perder’’, confessa. Para ela, não existe amor assim hoje, pois a mulher não se submete mais ao homem. Nesses encontros, Nelson sempre dizia ‘‘como é gostoso ser amante da própria esposa’’.(F.F.)

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