'Umas portas se abrem, outras se fecham'
Emilio Zagaia, 32 anos, instrutor de mergulho e produtor de vídeo
''Já faz um ano e meio que participei do Big Brother e tudo passou muito rápido. Antes do programa, eu trabalhava como instrutor de mergulho e fazia programas de esportes radicais e foram essas coisas que apresentei na minha fita de seleção. Acho fundamental a pessoa já ter uma vida profissional desenvolvida antes de entrar em programas como esse. Há um ano estou morando em São Paulo e batalhando muito para conseguir desenvolver os meus projetos de montar uma produtora de vídeo e fazer um documentário sobre mergulho em cavernas do México, sendo que consegui patrocínio há apenas um mês.
Muitos são seduzidos pela idéia de entrar na mídia, trabalharem na televisão, no teatro, mas, quando saem dos programas, esbarram no preconceito do meio artístico, que exclui pessoas sem preparo adequado para isso. Não vou negar que quando entrei no BBB pensava que conseguiria fazer um documentário para o Fantástico. Mas a realidade é outra. O Big Brother foi um atalho para a realização dos projetos que eu já tinha antes de entrar lá. Sei que ele facilitou algumas coisas, mas, na verdade, acho que é uma faca de dois gumes. Abre portas, mas fecha outras também. É fundamental que se tenha um projeto profissional bem-estruturado antes de entrar nesses programas. A pessoa não deve ficar pulando de galho em galho tentando se encaixar na mídia. Em termos de dinheiro, ganhei R$ 4,6 mil enquanto fiquei no BBB, em contrapartida, minha família gastou R$ 8,1 mil com telefone, camisetas, adesivos. Não aceitei posar nu para uma revista masculina, sou muito tímido para isso. Ainda dou aulas de mergulho. Do BBB, ainda me beneficio de alguns trabalhos esporádicos de presença VIP, que dão em média R$ 1,5 mil. Mas o objetivo maior é me dedicar aos meus projetos.''





