A soprano paranaense Marília Vargas é uma das vencedoras do 2º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, realizado semana passada em Belém (PA). A curitibana, que atualmente reside em Basel, na Suíça, foi a segunda colocada na categoria feminina, vencida pela soprano paraense Carmen Monarcha. A terceira colocada foi a mineira Lílian Assumpção.
Na categoria masculina, o primeiro lugar ficou com o tenor mineiro Orival Bento-Gonçalves, seguido do barítono carioca Manuel Alvarez e do tenor cearense André Vidal.
Marília Vargas, 24 anos, estuda na Schola Cantorum Basiliensis. A soprano iniciou seus estudos em canto em Curitiba, com Neyde Thomas, e aos 12 anos estreou em ópera. Ela também integrou o Madrigal Vocale e o Coro Lírico do Teatro Guaíra e já atuou como solista em montagens apresentadas em Curitiba, Basel, Barcelona e Genebra.
Os vencedores receberam o troféu Bidu Sayão e prêmios de US$ 5 mil (1º lugar), US$ 3 mil (2º lugar) e US$ 2 mil (3º lugar). Os dois primeiros colocados em cada categoria ainda têm direito à gravação de um CD, que segundo a organização do concurso, será distribuído para diretores e regentes de 500 companhias de ópera de todo o mundo, o que torna a gravação o maior atrativo do concurso.
Este ano, o concurso Bidu Sayão teve 73 inscritos do Brasil e exterior, dos quais 32 foram selecionados para a disputa final. O júri, presidido pelo maestro Júlio Medaglia, foi composto pelo maestro Luiz Aguiar, Patrick Shelley (diretor da Dorset Opera Inglaterra), a encenadora Patrícia Panton (diretora de elenco da Ópera de Monte-Carlo), a professora búlgara Valéria Chirokanska, a soprano norte-americana Gail Gilmore, o musicólogo João Bosco Castro e o jornalista Irineu Franco Perpétuo.
Organizado pela São Paulo ImagemData, o Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão é realizado pelo Governo do Estado do Pará, Secretaria Especial de Promoção Social e Secretaria Executiva de Cultura. O patrocínio é da Amazônia Celular, Ministério da Cultura e Secretaria da Música e Artes Cênicas, com apoio da Estação das Docas/Pará 2000, TAM, Unama, Hotel Regente, Sesc Pará, Fundação Carlos Gomes, Encenarte e Funtelpa.

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