Eva Wilma transformou Altiva na
principal atração de ‘‘A Indomada’’
A primeira vez que Eva Wilma fez uma vilã na tevê foi em 1970, na novela ‘‘O Meu Pé de Laranja-lima’’. Na época, a atriz interpretava a irmã mais velha e malvada de Zezé - o protagonista, um menino pobre que tinha como amigo uma laranjeira. ‘‘Espancar o irmão era a função básica da minha personagem’’, lembra. Porém, mesmo fazendo uma megera, a atriz não perdeu a empatia com o público na sétima novela que participava, já que tinha atuado anteriormente em ‘‘O Prisioneiro de um Sonho’’, ‘‘Comédia Carioca’’, ‘‘Fatalidade’’, ‘‘Ana Maria, Meu Amor’’, ‘‘O Amor Tem Cara de Mulher’’ e ‘‘Angústia de Amar’’.
Eva tem uma explicação. Segundo a atriz, a personagem não era doida de camisa-de-força, mas uma pessoa sofrida. ‘‘Todos os problemas dela eram de cunho social’’, explica. A atriz lembra que a personagem era muito pobre, filha de um alcoólatra e que, por isso, tinha tido uma infância também muito sofrida. Eva conta que, desde essa época, procura no passado das personagens vilãs que interpreta as razões de certos comportamentos.
Dois anos depois da trama de Ivani Ribeiro - adaptado do bem-sucedido romance de José Mauro de Vasconcelos -, a atriz voltou ao vídeo para realizar mais uma vilã. Na primeira versão de ‘‘Mulheres de Areia’’, também de Ivani Ribeiro, Eva incorporou a maldade em pessoa na pele de Raquel. Em contrapartida, era ela também quem interpretava a irmã gêmea, a bondosa Ruth. ‘‘Vanglorio-me porque, durante os 10 meses que a trama ficou no ar, um mês o público torcia por Raquel e no outro pela Ruth’’, festeja Eva, que acabou transformando a malvada Altiva no principal atrativo de ‘‘A Indomada’’.

mockup