Uma vida mais feliz
Ter relações sexuais dentro de um relacionamento é o mais seguro para uma vida sexual saudável. ''No ficar não há relacionamento, mas uma utilização do outro em benefício próprio. Quando não há afeto e relacionamento, há uma banalização do sexo'', afirma. O diálogo com pais nesse momento nem sempre é real. ''É ilusão achar que o menino vai pedir autorização para transar'', garante. Entretanto, o psicanalista aconselha que os pais se coloquem sempre disponíveis para tratar do assunto e alertar para os meios contraceptivos sem invadir a privacidade do filho ou filha. ''O adolescente vai ter que encontrar um jeito de sinalizar para os pais sobre sua vida sexual, até para ficar mais tranquilo de não ser pego de surpresa'', diz.
A relação pais e filhos precisa ser aberta, franca e saudável, sem repressões, preconceitos e brigas. A descoberta de um filho homossexual é uma ''problemão'' para muitas famílias. ''A família vai ter que encarar os seus valores e perceber que tem um ser humano ali. É equívoco falar que é uma opção sexual, é uma orientação e o que precisa ser tratado é o sofrimento que isso causa'', ensina.
A erotização é outra falha da sociedade atual. Bastos observa que o uso de revistas de mulher pelada e outros materiais pornográficos não são aconselháveis na adolescência. ''Pode promover uma erotização precoce e uma expectativa fora da realidade'', explica. E ele alerta: sexo é aprendizado. As primeiras relações geralmente causam angústia e sofrimento pelo desconhecimento ou desejo de ser ''o máximo''. Buscar informações e deixar as coisas acontecerem naturalmente são dicas para uma vida sexual de qualidade.
Ele acrescenta que as versões de que vai doer ou vai ser maravilhoso são prejudiciais e recorre à Bíblia para explicar o tal aprendizado. ''Na Bíblia eles dizem que o homem 'conheceu' a mulher'', compara. Antes de finalizar, Bastos ainda aconselha: ''A geração atual busca prazer sem responsabilidade, mas essas coisas não precisam andar separadas. Quanto mais precoce o início da vida sexual, maior é a probabilidade de não estar preparado. Deixa de ser liberdade e passa a ser coação''.
(F.B.)





