Uma viagem ao passado pelo Sítio Minguinho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Rodrigo Lima<br>Editor de Turismo 
Localizado na colônia de Santa Bárbara, em Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), o Sítio Minguinho é um grande museu ao ar livre, onde o visitante viaja no tempo através de casas antigas, mobílias, objetos, máquinas, utensílios e até alimentos e bebidas. O sítio/museu conserva aspectos históricos e culturais de Palmeira e do Paraná - são acervos e peças de imigrantes alemães do Volga, tropeiros, índios e de moradores que fizeram história no município.
O idealizador do local é o professor, escritor e radialista Arnoldo Monteiro Bach, 47 anos, que há 14 anos começou a levar objetos guardados em sua casa para o sítio da família. ''A coisa foi acontecendo, sem projeto'', explica Bach.
A maior parte dos objetos que estão no Sítio Minguinho são doações de amigos ou familiares. Algumas peças, quando doadas, precisam ser restauradas. E todas possuem etiquetas com o nome do doador, data da doação e uma breve explicação. ''Não sou colecionador. O que me dá prazer é saber que tudo isso está preservado'', diz o professor.
Para visitar o Sítio Minguinho é preciso agendar com antecedência. Bach atende grupos de 10 ou mais pessoas (a taxa de visita é de R$ 10 por pessoa - quem quiser ir sozinho ou em grupos menores, paga taxa de R$ 100). Geralmente, são grupos de estudantes, professores ou pessoas da terceira idade. Para conhecer todo o sítio, que tem três alqueires, gasta-se de três a quatro horas.
A visita começa pela casa-sede, onde está a cadeira do primeiro juiz de direito de Palmeira, o espaço da imagem (recortes, textos e fotos emoldurados e preservados), e um cantinho todo especial com panelas e armas dos tropeiros e peças indígenas da região dos Campos Gerais. ''Não adianta encher de coisa velha. Tem que ter harmonia com a modernidade e o lazer'', diz Bach.
O roteiro, cada vez mais interessante e feito sempre a pé, segue pelas antigas máquinas que os mais novos nem chegaram a conhecer: barbaquá, tafona, roda d'água e monjolo. Como todas são em tamanhos reais, pode-se conhecer como era fabricada a farinha de mandioca (tafona), preparada a erva-mate (barbaquá) e moído o milho (monjolo).
Depois, segue-se por réplicas da Sapataria do Elias Mayer, Barbearia do Paulo Bach, Ferraria do Jorge e Roberto Biehl Bach e a Escola Pública de Pugas, uma escola de alemães dos anos 1920. Todas possuem objetos e utensílios pessoais desses personagens da história de Palmeira e região.
Um dos locais mais encantadores do Sítio Minguinho é a Casa dos Alemães do Volga, imigrantes que vieram das margens do rio Volga (Rússia) e chegaram ao Brasil no final do século 19. A residência, do casal João Schamne e Luiza Bach Schamne, ficava no centro de Palmeira e foi doada pelos familiares. A casa foi reconstruída no sítio, com todos os detalhes, inclusive os lambrequins da fachada.
Por dentro, as peças são verdadeiras relíquias: cristaleira com porcelanas inglesas, cadeira de balanço, baús, sofás, mesas, camas, vitrola e até uma antiga tábua de passar roupas. O sótão, com dois ambientes - um quarto e uma sala de música - é um espaço acolhedor.
A visita termina na Bodega de Bárbara e José Cardoso Monteiro. O estabelecimento, que ficava na Lapa, era uma parada de carroceiros. Lá dentro, o visitante viaja no tempo através de alimentos, doces e bebidas, como as antigas garrafas de cerveja Brahma Chopp e Brahma Bock e dos refrigerantes Crush e Grapette. Há ainda frascos das pílulas de vida do Dr. Ross e muitos outros utensílios e produtos de limpeza. Realmente fascinante.
SERVIÇO
Para agendar visitas ao Sítio Minguinho é preciso marcar com antecedência, pelos telefones (42) 3252-3362/9121-1311 ou e-mail: [email protected].


