O clássico da literatura infanto-juvenil ‘‘Viagem ao Centro da Terra’’, escrito em 1864 por Júlio Verne, ganha uma nova versão cinematográfica - a primeira é de 1959 -, que une a célebre obra de ficção científica a uma das mais avançadas tecnologias de efeitos especiais: o 3D.
  O longa que estréia hoje é o primeiro a misturar atores reais e ação tridimensional. Na história, Trevor (Brendan Fraser, de ‘‘George, o Rei da Floresta’’ (1997), ‘‘A Múmia’’ (1999) e ‘‘O Retorno da Múmia’’ (2001) é um cientista atrapalhado que recebe seu sobrinho de 13 anos, Sean (John Hutcherson), para passar dez dias em sua casa. Com o garoto, vem uma caixa com os pertences de seu irmão Max, também cientista, que foi dado como morto depois de dez anos desaparecido. Lá, Trevor encontra um velho exemplar de ‘‘Viagem ao Centro da Terra’’.
  Curioso com uma série de anotações feitas no livro, que coincidem com seus estudos científicos, o herói decidi viajar à Islândia para investigar. Ao lado de Sean e da bela guia Hannah (Anita Briem), ele descobre que a aventura relatada pelo escritor francês não é imaginação, mas pura realidade, ou seja, existe, sim, o centro da Terra: um lugar encravado no coração do planeta que preserva as características pré-históricas da fauna e da flora.
  Bem amarrada, a história empolga ainda mais por causa da tecnologia em 3D, que dá ao espectador a sensação de estar dentro da ação do filme. As impressões são uma injeção de adrenalina, com efeitos especiais impressionantes, que recriam toda a beleza do mundo subterrâneo idealizado por Júlio Verne.
  ‘‘Viagem ao Centro da Terra - o Filme’’ marca a estréia de Eric Brevig como diretor de cinema. Antes, o diretor assinou a supervisão de efeitos especiais de filmes como ‘‘O Dia Depois de Amanh㒒 (2004), ‘‘Hook - a Volta do Capitão Gancho’’ (1991) e ‘‘Pearl Harbor’’ (2001), os dois últimos indicados ao Oscar na categoria. Ele também dirigiu alguns episódios da série ‘‘Xena - a Princesa Guerreira’’.

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