Esqueça aquele ar imponente de sede de governo, com um punhado de burocratas engravatados desfilando pelas ruas. Em Washington não é assim. A cidade é tão interessante que te convida para uma segunda visita. E, provavelmente, você irá pensar seriamente nisso. Para descobrir a verdadeira essência de Washington a dica é explorá-la sozinho. Evite passeios guiados, que exaltam a cada metro percorrido o poder e glória do Tio Sam. Mesmo porque, é muito fácil descobrir o melhor da cidade sem ter de pagar por isso e ainda ouvir um monte de frases impostadas!
Então, coloque qualquer resquício de preconceito contra americanos no bolso e pé no asfalto. É a melhor alternativa para desvendar o espírito que brota na maior sede do poder mundial. E já que o assunto é este, que tal encarar uma filinha na Casa Branca? Este, indiscutivelmente, é um dos mais badalados pontos turísticos de Washington.
A Casa Branca foi residência oficial de todos os presidentes americanos, exceto de George Washington. Mas foi ele quem idealizou a residência oficial. Em 1790, Washington assinou decreto de lei declarando que a sede do governo federal seria num bairro próximo do Rio Potomac. Para projetá-la, realizou-se um concurso público, que escolheu o arquiteto irlandês James Hoban. Ele se inspirou nas casas de campo de seu país, algo num estilo menos aristocrático que os palácios europeus. Atualmente, em seu interior, pode-se observar belas obras de arte de artistas do naipe de Cézanne e Monet.
A casa, com nada menos do que 132 cômodos, foi inaugurada em 1º de novembro de 1800. E quem a estreou foi o presidente John Adams (1797/1801). Na ocasião, declarou: ‘‘Que somente homens sábios e honrados governem aqui.’’
As visitas são gratuitas, mas não sem antes esperar, muito, na fila que dobra o quarteirão. A dica é não perder o humor e observar os tipos que aparecem por lá. Além disso, tem sempre alguém ou algum grupo fazendo protesto em frente à sede do governo americano. A primeira vez que a Casa Branca foi aberta ao público foi em 1805, por ordem do presidente Thomas Jefferson. Na época, foi realizada uma suntuosa festa no Blue Room (Salão Azul). Mais tarde, o presidente decidiu promover os tours no interior da mansão oficial.
Para garantir entrada na casa mais badalada dos EUA, deve-se chegar na fila impreterivelmente até às 11 horas da manhã. Visitantes só têm acesso ao andar térreo, passando pelos vários salões que remetem a séculos passados, como o Azul (Blue Room) e Vermelho (Red Room)... Alguns, como o East Room (Salão Leste), ainda são usados para coletivas de imprensa e encontros políticos. E para funerais presidenciais - até agora, foram seis: de William Henry Harrison, Zachary Taylor, Abraham Lincoln, Warren G. Harding, Franklin D. Roosevelt e John Fitzgerald Kennedy. Anualmente, cerca de 1 milhão de turistas visitam o lugar.

mockup