Uma semana dedicada à literatura
Caricaturas de Monteiro Lobato, varal de poesias de cordel, confecção de livros artesanais e palitoches (fantoches em palito), painel com máscaras de personagens do Sítio do Picapau Amarelo e até uma feira de livros novos e usados fizeram parte da Semana Literária da Escola Educativa, em Londrina, realizada na semana passada em homenagem a Monteiro Lobato. Uma encenação teatral e uma exposição também estavam programadas.
Da educação infantil aos funcionários, todos tiveram a oportunidade de desenvolver um pouco mais o prazer pelo hábito da leitura. Na última quinta-feira Dia Nacional do Livro - a escola interrompeu simultaneamente suas atividades para que durante 15 minutos todo mundo pudesse ler algo de seu interesse.
Já no horário do recreio, os alunos do segundo ano se divertiram com a produção de um doce feito com leite em pó inspirado nos quitutes da Tia Nastácia. Um livro gigante abordando os pratos preferidos dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo também foi elaborado como forma de estimular a curiosidade pela obra de Lobato.
Nas folhas de papel colorido com letras em caixa alta, trechos literários e a oportunidade de aprender que os famosos bolinhos de chuva eram os prediletos da Narizinho; que a cocada fazia a alegria da Dona Benta e que o arroz com feijão da Tia Nastácia não podia faltar no prato do Pedrinho. Um jeito criativo de também falar com as crianças sobre a importância da alimentação saudável.
"Muitas vezes as crianças só conhecem os personagens, mas não sabem do autor. Esse trabalho é uma forma fazer esse resgate e apresentar Lobato e mais da sua literatura a eles", comenta a bibliotecária Andresa Carvalho Carrion, responsável pelo projeto juntamente com a bibliotecária Neusa Cubaski, sob a coordenação pedagógica de Michelle Kozuki Brambrilla.
Com os alunos do sexto ao oitavo ano, uma gincana literária motivou o conhecimento geral sobre a língua portuguesa. Sentados em círculo na quadra da escola, as turmas eram pura animação ao competirem entre si. Como numa espécie de "soletrando", tinham que mostrar o que sabiam sobre gramática, ortografia, pontuação, gêneros textuais e tipologias de texto.
"Foi a primeira vez que fizemos dessa forma e o retorno foi muito positivo. É um jeito divertido de sair da rotina da sala de aula e quebrar muitos preconceitos que os jovens carregam em relação ao português, como se fosse uma língua muito difícil", afirma o professor João Thiago Monezi, que divide a disciplina de língua portuguesa com a professora Maria Lúcia Oliveira. "Outro desafio constante é trabalhar com os clássicos, os textos mais tradicionais, para que eles possam nortear os estudos levando em conta também os textos contemporâneos que eles gostam de utilizar, como os de microblogs e das redes sociais", conclui. (A.P.N.)





