Com ‘‘Gaijin – Caminhos da Liberdade’’ (1980), Tizuka Yamasaki inscreveu seu nome na cinematografia brasileira, quando realizou o primeiro épico da etnia japonesa. O filme relata a saga dos imigrantes japoneses no interior de São Paulo, no ano de 1908, quando um grupo deixa sua aldeia e embarca em um navio que atraca no porto de Santos. Mais de 800 pessoas partem para a Fazenda Santa Rosa, onde trabalham na colheita do café. ‘‘Gaijin’’ fala do relacionamento desses japoneses com o Brasil e seus habitantes, permeado pelo o amor entre a imigrante Titoe (Kyoko Tsukamoto) e o empregado da fazenda Tonho (Antônio Fagundes). O filme encerra a saga nos anos 20.
Tizuka e Jorge Duran (roteiristas) retomam a história em ‘‘Gaijin 2’’ a partir desse período, quando Titoe quer permanecer no Brasil, motivada pelo nascimento da filha brasileira. Em outro momento, contando com 42 anos e a filha com 18, Titoe migra para o Paraná. Acidentalmente se torna parteira, retomando a história verídica de Maria Tan.
A saga mostra a história de três mulheres nos anos de guerra: Titoe, Shinobo (a filha) e a neta. Depois de um salto no tempo, a neta se casa com o filho de imigrantes espanhóis. Gabriel será um rico fazendeiro que vai ‘‘quebrar’’ nos anos 80, em decorrência de uma forte geada. Eles voltam a morar com Titoe. Gabriel parte como dekassegui para o Japão, desaparece por lá e a família vai atrás dele. Enquanto Yoko, a bisneta da matriarca, quer retornar ao Brasil, Titoe, quase centenária, quer ir embora para o Japão de suas origens. (F.F.)

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