Uma pessoa especial
Membros da Academia recebem com
elogios a eleição do jornalista
A presença do jornalista Luiz Geraldo Mazza na Academia Paranaense de Letras foi recebida com visível satisfação por seus pares. O secretário da Justiça, Eduardo Rocha Virmond, ocupante da cadeira nº 4, diz assumidamente que votou em Mazza. ‘‘É um jornalista e intelectual incorporado à história do Paraná, pelo seu trabalho cotidiano.’’
Embora nem sempre comungue de suas opiniões, expressas na imprensa, Virmond entende que mesmo assim o papel do profissional é da máxima importância. ‘‘Ele tem o senso da responsabilidade, sabe escrever, detém invejável cultura: é uma raridade no País nestes tempos.’’
O médico Moysés Paciornik afirma que o nome de Mazza na Academia virá a valorizar a Casa. ‘‘É um jornalista sério, combativo, excelente expositor e merece o lugar que conquistou. Teve uma votação expressiva.’’ Paciornik lembra que desde seu início de carreira Luiz Geraldo ‘‘foi sempre um homem corajoso. Os acadêmicos sentem-se valorizados em contar com o novo colega’’.
A objetividade e concisão ficou para João Manuel Simões: ‘‘Única coisa que tenho a dizer é que a Academia se enriquece com a presença do brilhante jornalista Luiz Geraldo Mazza’’.
Colega de turma de Mazza na Faculdade de Direito, no final dos anos 50, o professor Leopoldo Scherner viajou para Macau e soube da eleição na Academia Paranaense de Letras, através da reportagem. ‘‘É uma pessoa especial, de estilo próprio e dono de uma linguagem muito viva. O Geraldo representa forças novas que entram para a Academia.’’
Essa mesma visão tem o presidente da entidade, Túlio Vargas. Através de depoimento enviado por fax ao jornal, afirma: ‘‘A eleição de Luiz Geraldo Mazza revitaliza os quadros da Academia Paranaense de Letras, não só por ser ele um intelectual de escol, corajoso, independente e polêmico, comprometido com as idéias de mudanças, mas também por praticar um modelo de jornalismo documental e ensaístico, analítico e crítico, implementado pelo seu sucessor na cadeira nº 20, o saudoso jornalista Samuel Guimarães da Costa’’.
Segundo Túlio Vargas, a Academia delineia seu perfil democrático, enquanto distancia-se ‘‘da roupagem conservadora que marcou os seus primeiros tempos’’. ‘‘O colegiado acadêmico, ao elegê-lo, num pleito competitivo, está sintonizado com a modernidade. O ingresso de Mazza, jornalista de vanguarda, culto e combativo, reafirma essa evidência e desmascara aqueles que julgam a instituição ultrapassada e retrógrada’’, finalizou.
(Z.C.L.)

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