Uma paixão chamada Harry Potter
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de novembro de 2010
Claudio Yuge Equipe da Folha 
''Obliviate '' Nem mesmo se Hermione quisesse, poderia fazer o mundo esquecer um rapaz chamado Harry Potter, que se transformou no maior sucesso da cultura jovem mundial O personagem de J K Rowling cravou sua marca na literatura e, no cinema, transformou-se em um monstro: já vendeu mais de 400 milhões de edições em 67 línguas e figura como a franquia mais rentável do cinema, com mais de US$ 4,5 bilhões de bilheteria, sem contar o merchandising e o home video Mas o que é que esse garoto franzino, aparentemente frágil, tem de tão legal? Bem, a FOLHA levou uma fã para acompanhar a cabine de imprensa de ''Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1'' para saber mais sobre essa paixão
O longa-metragem conta o final da série e traz os personagens já mais crescidinhos Harry, que até então, nos seis filmes anteriores, parecia ser apenas mais um bruxinho com poderes limitados, sempre sob proteção de alguém, finalmente demonstra-se como um mago poderoso, justamente durante seu rito de passagem entre a vida adolescente para a vida adulta, aos 17 anos
O crescimento, tanto dos personagens quanto dos fãs, é um dos fatores primordiais de identificação Muitos dos leitores e telespectadores da série passaram a mesma idade juntos com seus personagens ''Comecei a ler em 2001 O Harry tinha a mesma idade que eu, parecia que um dia eu iria receber uma carta de Hogwarts (a Escola de Magia e Bruxaria da série) Eu tinha problemas parecidos com os dele'', conta Marina Tiba, estudante de 20 anos que tem todos os DVDs e livros da série, inclusive o último em inglês ''Não aguentei esperar pra sair a versão traduzida e comprei antes ''
Marina, assim como outros leitores, com o tempo, passaram a se interessar mais pelo universo de Harry Potter porque a própria publicação passou a se tornar mais sofisticada As influências de diversas mitologias e de livros como ''Senhor dos Anéis'' foram se diluindo e a criatividade de J K aparecendo de forma mais consistente, tirando o personagem da sombra de ''Livros da Magia'', de Neil Gaiman, já que Harry sempre foi muito comparado a Timothy Hunter
''Acho que quando você não lê quando é criança, não lê tanto pela identificação e sim mais pela ficção O mundo ali é um mundo paralelo novo, com palavras novas, cheio de coisas novas'', diz Marina Essa descoberta, aliás, fez com que a jovem, assim como outros leitores, procurassem alternativas parecidas com o material de J K Rowling ''Depois disso comecei a ler 'As Crônicas de Nárnia', 'A Bússola de Ouro', 'Percy Jackson' e outros'', lista


