Na última tarde de sábado, na cidade de São Paulo, cerca de 55 mil pessoas atravessaram os portões do estádio do Morumbi, cantando e gritando no caminho que seguia da passarela até as catracas principais dos portões 2, 4 e 5. O motivo para a presença do empolgado público não era um jogo de futebol entre times grandes da capital paulista - mas não deixava de ter clima de clássico: a banda inglesa Iron Maiden se apresentou por lá, neste fim de semana.
Os shows do Iron sempre tem a proposta de serem grandiosos; A imensa estrutura mutante do show - com mortos-vivos, demônios e bandeiras inglesas por todos os lados - é preparada para se transformar, gradualmente, em um palco lírico, repleto de luzes amarelas, verdes e vermelhas. Os três telões também fazem parte da preparação para o clima do espetáculo.
Começando pontualmente às 21 horas, o público foi ao delírio com as músicas de abertura do novo álbum, ''The Final Frontier'', mas só explodiu em coro na terceira canção do setlist, a clássica ''Two Minutes to Midnight''. Seguindo dessa maneira, mesclando músicas novas com grandes sucessos antigos, o vocalista Bruce Dickinson comandou a noite, demonstrando uma extraordinária presença de palco.
Em ''The Evil That Man Do'', um boneco de 5 metros do símbolo da banda, o morto-vivo Ed Hunter, entrou no palco e arriscou tocar guitarra; em ''The Trooper'', Bruce Dickinson, vestido como um soldado da 2 Guerra Mundial, empunhou uma bandeira da Inglaterra - suja de sangue e com buracos de bala; na música ''Iron Maiden'', uma impressionante cabeça gigante, de olhos vermelhos, surgiu no fundo do palco, olhando ameaçadoramente para a platéia.
Permeado pela encenação teatral de todos os seus integrantes, o Iron Maiden não decepcionou as expectativas dos fãs com seu primeiro show no Brasil, satisfazendo todos os presentes no estádio do Morumbi. A agenda da banda prevê ainda shows no Rio de Janeiro (com data a definir) Brasília (30), Belém (1 de abril), Recife (3) e Curitiba (5).

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