Arquivo FolhaOutras opçõesBasílica de Sacré-Coeur: ponto de referência para o Albergue Clichy Leo LagrangeSe o turista aterrissar no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, um ônibus gratuito o leva até o RER, um trem de subúrbio interligado ao metrô (são 13 linhas e é muito útil ter um mapa, distribuído nos guichês de venda das passagens). Se a permanência em Paris durar mais de cinco dias (quem conhece a cidade recomenda uma semana, no mínimo) é mais econômico comprar um passe semanal, que dá o direito de usar o metrô por esse período sem limite de número de viagens. Para ter este passe é preciso tirar a Carte Orange, uma carteira adquirida gratuitamente no guichê antes de comprar o bilhete, que pode ser semanal ou mensal.
A maioria dos albergues parisienses está situada na periferia, o que obriga o alberguista a pegar metrô até o centro, onde é possível fazer tudo a pé, a melhor maneira de conhecer a cidade.
O albergue mais famoso é o D’Artagnan (Rue Vitruve, 80, região leste). ‘‘Como os amigos que ficaram lá falaram bem, o turista chega querendo fazer reserva para o mesmo albergue’’, diz a agente da Associação dos Albergues de São Paulo, Marisa de Andrade. O D’Artagnan, além de ser o mais procurado, é o maior. Tem 425 leitos, anfiteatro, sala de jogos, bar com pista de dança e lavanderia. O café (incluído na diária de US$ 24) é igual em todos os albergues: pão, manteiga, geléia, suco, café com leite ou chocolate quente.

Arquivo FolhaUltrapassando os limites de Paris, o turista pode fazer várias viagens de um dia pelo país. O Vale do Loire, por exemplo, é recheado de castelos Além de capital Às vezes, nem sempre é preciso se distanciar muito do albergue para conhecer pontos turísticos e lugares interessantes. O Albergue Clichy Leo Lagrange, por exemplo, fica perto de Montmartre, que abriga o Espace Montmartre Salvador Dalí, com 330 obras do pintor, a Basílica de Sacré-Coeur e o Cemitério de Montmartre, onde estão as sepulturas de celebridades como Edgar Degas e François Truffaut.
Como a França ultrapassa os limites de Paris, o turista pode fazer várias viagens de um dia pelo país. Ao Vale do Loire, por exemplo, que é recheado de castelos, como o Château de Chenonceau. Para chegar até lá, é só pegar um trem de Paris a Tours e outro até as proximidades do castelo. A Normandia também é outra parada obrigatória para quem quer descobrir o norte francês. Os fãs de Claude Monet vão se deliciar em Giverny, onde fica a última residência do artista. Pega-se um trem até Vernon, de onde há ônibus até a casa.
Se o assunto é transporte ferroviário, vale lembrar que os passes de trem para a Europa são fundamentais, pois permitem ao estrangeiro viajar por vários países de um modo barato com o privilégio de contemplar vistas maravilhosas. O Europass de 15 dias não-consecutivos é ideal para quem pretende viajar por poucos países (inclui Alemanha, França, Itália, Espanha e Suíça) durante um mês. O preço do passe varia conforme o trajeto.
Mapa da mina Do norte da França é possível ir para o sul, com uma parada em Lyon, a segunda cidade francesa. O Venissieux (Rue Roger Salengro, 51) é o único albergue de Lyon e pode ser reservado de Paris. O acesso é mais trabalhoso que em Paris, pois o metrô local não chega até o albergue, o que obriga o visitante a tomar um ônibus. Na França, os ônibus são considerados extensões do metrô, ou seja, o passe deste pode ser aproveitado no ônibus desde que usado em uma hora.
Um trem para Nice leva ao extremo sul do país, um dos lugares mais invadidos pelos europeus no verão. Quem não achar vaga nos albergues locais pode se hospedar em alguma cidade da Côte D’Azur. O albergue de Menton, o Plateau Saint-Michel, é uma opção a 28 quilômetros de Nice. Apesar de estar localizado perto da estação de trem, o acesso ao albergue requer uma dose de esforço: fica no alto de um monte, separado por centenas de degraus. O último ônibus sai da cidade às 17h. Toda a Côte D’Azur é interligada por um trem regional e o turista pode utilizá-lo para se deslocar cada dia para uma cidade diferente.
Viagens mais longas podem ser feitas à noite, economizando-se um pernoite no albergue. As estações são os melhores lugares para começar a conhecer qualquer cidade, pois, normalmente, têm um posto de informações. Sempre há mapas (gratuitos) e dicas de programas turísticos e diversões noturnas. A maioria também fornece uma lista com endereços de albergues e até de hotéis com preços equivalentes. O mapa da mina é um só: abrir a boca e pedir.

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