Whitney Shay: cantora californiana se apresenta pela segunda vez em Londrina
Whitney Shay: cantora californiana se apresenta pela segunda vez em Londrina | Foto: Andy King Photography /Divulgação

“A Woman Rules The World” (Uma Mulher Governa o Mundo) é o nome do segundo e mais recente álbum da cantora norte-americana Whitney Shay, lançado no ano passado, que já havia chamado atenção com “Soul Tonic”, em 2012. Com este último trabalho, a artista de apenas 33 anos ganhou prêmios importantes como o San Diego Music Award de 2019 (artista do ano e melhor álbum de blues) e, ainda, a indicação para melhor Artista Feminina de Soul/Blues pela The Blues Foundation 2019. Quem quiser conhecer o estilo dessa jovem californiana terá a oportunidade de assisti-la no segundo show do 9º Festival de Blues de Londrina neste sábado (27), às 21h, no Bar Valentino, como parte da programação estendida.

A turnê brasileira de Whitney Shay tem o suporte musical de Igor Prado e banda, que atua com frequência em festivais e eventos no país acompanhando artistas internacionais. Antes da atração norte-americana, sobe ao palco Diogo Morgado Quartet formada por Diogo Morgado (guitarrista, cantor e compositor), e os londrinenses Guilherme Paiva (baixo e voz), Elthon Dias (bateria e voz) e Fabrício Martins (teclados). Na programação central, que será realizada em agosto, o Festival de Blues já tem confirmada a participação do grupo carioca “Blues Etílicos”, com mais de 30 anos de estrada. O restante das atrações deve ser anunciada em breve, segundo o organizador Kiko Jozzolino.

Whitney Shay: cantora californiana se apresenta pela segunda vez em Londrina
Whitney Shay: cantora californiana se apresenta pela segunda vez em Londrina | Foto: Andy King Photography /Divulgação

CARREIRA

Esta é a segunda vez que a californiana vem à Londrina. Porém, ainda mais madura, desta vez, será possível presenciar uma personalidade musical e autoral de Shay que é refletida também em sua experiência cênica, figurino e penteado retrôs. Isso porque, apesar do último álbum ter sido um marco em sua carreira, sobretudo pela identidade de seu som, há tempos ela vem conquistando espaço no cenário com um trabalho que passeia pelo jazz, swing e R&B (rhythm & blues) com a classe dos antigos performers americanos. Ou seja, ainda que a inspiração artística seja no passado, a essência do trabalho da jovem possui referências musicais que incluem personalidades femininas contestadoras e temas contemporâneos.

“Não importa a época, mulheres fortes sempre são mulheres fortes”, resume. Entre suas inspirações, nada menos que Etta James, uma das cantoras mais reverenciadas até hoje. “E a amo não apenas porque sua voz é fabulosa, mas também porque tudo que ela cantou, do jazz ao soul, do rock ao rhythm & blues, era 100%, sem remorso, ela mesma.” Além dela, a cantora cita outros nomes de peso que fizeram parte da formação de sua identidade como Bonnie Raitt, Eva Cassidy, Big Mama Thornton, Big Maybelle e Bessie Smith, sem esquecer de nomes masculinos como Ray Charles, Otis Redding, Little Richard, Donny Hathaway, Elmore James e Sam Cooke.

Shay conta que uma das razões por ter mergulhado no blues dos anos 20 foi porque Bessie Smith, Sophie Wallace e outras rainhas do gênero daquele período “cantavam músicas fortes e tinham atitudes ferozes, que refletiam o ambiente político das sufragistas, aquelas que reivindicavam o direito de votar. “Mulheres como Etta James e Big Mama Thornton tinham personalidades fortes e cantavam, de forma atrevida, canções impetuosas nos anos 50 e 60, e mostravam sua personalidade por intermédio da música. Para mim, ser eu mesma e ser uma mulher forte é tudo que eu sei ser. Penso que cantoras que eu admiro sempre foram dessa forma, independentemente da época.”

Justamente pela presença marcante de todos esses nomes, a cantora diz que precisou de um tempo para se reconhecer como artista para lançar um novo álbum. Neste caso, foram seis anos entre um disco e outro. “Embora ame o trabalho, quando fiz o disco “Soul Tonic” estava apenas começando e não sabia realmente o tipo de música que tinha em foco. Soul Tonic era meu disco, mas era também um grande esforço de colaboração entre eu e o produtor Archie Thompson, com quem eu continuo gravando hoje. As músicas eram dele, exceto uma que nós escrevemos em parceria e os covers que escolhemos”, lembra. Já com relação ao “A Woman Rules The World”, aponta que o desejo era fazer o seu próprio disco e ter voz ativa na produção. “Eu queria escrever canções para ele, e, mais do que isso, ter uma atenção forte na direção musical.

BLUES DE LONDRINA

O quarteto que vai abrir a noite de shows reúne músicos que se destacam pelos palcos londrinenses e promete um repertório animado, para aquecer o público. “Esse projeto começou com um repertório mais puro de blues, e chegou a conversar um pouquinho com o jazz, mas foi caminhando para um lado mais para cima, com mais groove, mais dançante. Isso até reflete um pouco a minha própria história, porque eu comecei tocando bastante blues, e agora a gente está fazendo um repertório que tem coisas do blues e outras que flertam com o funk americano, com releituras próprias”, comenta Diogo Morgado, lembrando que o grupo já tem um EP na manga, pronto para ser lançado, com músicas autorais e releituras personalizadas.

SERVIÇO:

9º Festival de Blues de Londrina com Whitney Shay

Quando: Sábado (27), às 21h

Onde: Bar Valentino (rua Pref. Faria Lima, 486)

Quanto: R$ 50,00 (individual) e R$ 500,00 (mesa) – esgotadas

Mais informações pelo Disk Blues: (43) 3357-1392

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