Erin Brockovich, personagem interpretada por Julia Roberts em ‘‘Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento’’, dirigido por Steven Soderbergh, se veste como Mary Quant, tem vocabulário tão vulgar quanto Dercy Gonçalves e uma ideologia semelhante a Norma Rae. É o melhor trabalho de Julia Roberts no cinema e poderá dar a ela uma indicação ao Oscar.
O filme, que está sendo lançado em vídeo, é baseado na história real de Erin Brockovich. Uma mulher divorciada e com três filhos que vai trabalhar de assistente em um escritório de advocacia. Lá ‘‘nossa mulher de talento’’ descobre o caso de uma família que mora na pequena cidade de Hinkley, na região do deserto californiano.
Erin começa a investigar o caso, descobrindo que a população da cidade está, há anos, sendo envenenada por beber água contaminada por um produto químico cancerígeno usado para não provocar corrosão nas torres da empresa Pacific Gas and Eletric. Ela decide, com ajuda de seu chefe, o advogado Ed Masry (Albert Finney), levar o caso à justiça. A investigação de Erin resultou no maior caso de ação direta vencido numa corte americana, custando aos cofres da empresa um total de 333 milhões de dólares. Sendo que 10% foi direto para a conta bancária de Erin Brockovich.
Apesar do tema ser bastante parecido com o recente filme de John Travolta, ‘‘A Qualquer Preço’’, o diretor Steven Soderbergh evitou o academicismo e a chatice das cenas de tribunais, centrando sua ação na investigação de Erin, o que torna o filme mais interessante. A título de curiosidade, a verdadeira Erin Brockovich faz uma pontinha no filme. Ela aparece no logo no início, como uma garçonete que serve Julia Roberts e os filhos numa lanchonete. Outra curiosidade: para fazer o papel, a atriz faturou US$ 20 milhões, dez vezes mais do que a própria Erin ganhou no processo. Lançamento da Columbia. Duração: 131 minutos.
OUTROS LANÇAMENTOS






DivulgaçãoA atriz Illeana Douglas faz a hipnotizadora que abre a mente de Kevin Bacon






Ecos do Além
É impossível assistir a ‘‘Ecos do Além’’ e não ver muitas semelhanças com ‘‘O Sexto Sentido’’. Mas não se trata de um caso de oportunismo porque os dois filmes foram produzidos quase na mesma época. Como se não bastasse, ‘‘Ecos do Além’’ tem muito em comum com ‘‘Revelação’’, que se encontrar em cartaz nos cinemas. Nesta fita dirigida por David Koepp, roteirista de ‘‘Jurassick Park’’, pai e filho são assombrados pelo fantasma de uma garota morta.
Na verdade, a jovem quer que Tom Witzky (Kevin Bacon) descubra como ela morreu e que os culpados sejam punidos. Contar mais que isso é estragar o grande mistério do filme. A historinha é interessante, mas incomparável com o engenhoso roteiro de ‘‘O Sexto Sentido’’. O exagero de algumas cenas impede uma empatia maior dos personagens com o espectador, com isso ‘‘Ecos do Além’’ acaba sendo apenas uma simples história de fantasmas, porém bem contada. Lançamento da Fox. Duração: 99 minutos.


DivulgaçãoReese Witherspoon:atuação contida e competente




Planos Quase Perfeitos
Dirigido pelo estreante Mike Barker e produzido por Mike Newell, diretor de ‘‘Quatro Casamentos e Um Funeral’’, este thriller ambientado em uma pequena cidade no meio do nada rende boas surpresas. Contado em ritmo lento, a história de três jovens prestes a mudar o rumo de suas vidas vai prendendo a atenção do telespectador pela forma intrigante e misteriosa como é contada.
Para pagar uma dívida de US$ 20 mil dólares, Nick (Alessandro Nivola) envolve a namorada Lissa (Reese Witherspoon) e o amigo Bryce (Josh Brolin) em um plano de traição e sedução, mostrando que certos relacionamentos podem ser mortais. ‘‘Planos Quase Pefeitos’’ não é um grande filme, mas reserva boas surpresas e tem um clima tão árido e traiçoeiro quanto o deserto texano. Lançamento da Fox. Duração: 93 minutos.