UMA LEI QUE POUCOS CONHECEM
Francelino França
De Londrina
Uma pesquisa realizada por alunas do Curso de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina detectou o desconhecimento por parte do empresariado londrinense sobre a Lei Municipal de Incentivo à Cultura (conheça os detalhes da Lei em texto nesta página).
Os dados foram levantados pelas alunas Débora Hanashiro, Juliana Watanabe, Monica Ferreira Laurito e Paula Ribeiro para a disciplina de Projetos de Pesquisa em Opinião Pública, durante esse ano letivo. Na primeira etapa da pesquisa, o grupo entrou em contato com agências de turismo e hotéis da cidade para questionar sobre os benefícios da Lei.
O universo pesquisado ultrapassou 50 empresas. O questionamento nessa etapa foi o seguinte: vocês investem em cultura por intermédio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura? Apenas 7 empresas responderam positivamente, entre elas, os hotéis Sumatra, Bourbon e Coroados, além da Ilha do Mel Turismo e Garcia Tour. Essas empresas tomaram conhecimento da Lei através de comentários de amigos, pela Prefeitura e Secretaria de Cultura.
As alunas questionaram os empresários os motivos pelos quais eles resolveram investir em cultura. Os três principais motivos relacionados foram a repercussão do marketing institucional, auxílio ao desenvolvimento cultural da cidade e interesse pessoal.
A pesquisa revelou, entre outras coisas, que a confiabilidade do projeto cultural depende muito do preparo do empreendedor quem apresenta e se responsabiliza pelo projeto sobre detalhes da Lei. A equipe entrou em contato então com outras 7 empresas para detectar os motivos pelos quais elas não investiam na área cultural.
O principal motivo do não investimento é o desconhecimento da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O empresário se pergunta como posso colaborar? Ele quer saber como pode investir. Quando o empreendedor chega até a empresa para solicitar patrocínio, o empresário desconhece que existe o aval da prefeitura, afirma a estudante. Mesmo diante do desconhecimento, os empresários pesquisados salientaram o papel social da empresa contribuindo para o desenvolvimento de Londrina.
A estudante Débora Hanashiro prossegue afirmando que numa segunda etapa da pesquisa, os dados foram mensurados. Foram pesquisadas 27 empresas que não investiram em cultura no ano de 1999. Desse total, 15 conheciam a lei e 12 desconheciam.
Muitos ouviram falar, mas não souberam afirmar qual o processo de investimento, diz. Dos empresários que conheciam a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, 73% obtiveram informações nos meios de comunicação. Portanto, de modo superficial. A pesquisa revelou ainda que desses entrevistados 92% não haviam sido procurados por produtores culturais.
Vale lembrar que são empresários da área de turismo e hotelaria, sempre em contato com a área cultural. Para os empresários, a melhor forma de conhecer a Lei seria através da televisão. Também foi apontada como forma de disseminação da Lei a distribuição de folders. A partir daí, as alunas criaram uma cartilha explicativa sobre a Lei destinada aos empresários e empreendedores culturais.
A Lei Municipal de Incentivo à Cultura já aprovou 689 projetos desde sua implantação. Muitos são decisivos para a vida cultural da cidade, como o Festival Internacional de Teatro, o Festival de Música, o Sessão Brasil. A Escola Municipal de Dança e o Ballet da Cidade de Londrina também se beneficiam da Lei.Pesquisa feita na UEL revela que o empresariado londrinense sabe pouco sobre a Lei de Incentivo à Cultura
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