Encanto é a melhor palavra para definir Governador Celso Ramos, cidade que fica na Rota do Sol do litoral catarinense, entre Florianópolis e Balneário Camboriú, com acesso através da BR 101. Com uma orla formada por 23 praias, algumas desertas e outras com infra-estrutura necessária para receber visitantes o ano todo, a cidade se projeta pela beleza e pela paisagem típica de uma pequena aldeia de pescadores aliada às belezas naturais da Mata Atlântica e aos costumes açorianos.
Os primeiros habitantes vieram das ilhas dos Açores e da Madeira, atraídos pela pesca da baleia, e deixaram sua marca na arquitetura, na gastronomia e na cultura da região. Com uma costa formada por morros e costões, com águas calmas e transparentes, Governador Celso Ramos é uma ótima opção para a prática de windsurf e jet-ski. Para os que preferem boa-estrutura e urbanização, as opções são as praias de Palmas, Grande, Calheiro ou do Tinguá. Outras como a praia do Simão, de Fora, Baleote, Ilhéu e Sissal, são praticamente desertas. O turista tem ainda a opção de conhecer a Baía dos Golfinhos e as ilhas Grande e do Arvoredo, reserva biológica marinha com 700 hectares de Mata Atlântica preservada.
A população de pouco mais de 11 mil habitantes – a maioria pescadores artesanais – dá ao município o título de maior produtor nacional de mariscos. A farta produção pesqueira associada à tradição açoriana deram ao município uma das melhores gastronomias à base de frutos do mar. Os mais pedidos são o Marisco Lambe-Lambe (risoto com mariscos na casca), Tainha assada na Folha de Bananeira, Anchova Escalada e Grelhada, Caldo de Peixe e Peixe Frito com Pirão. As mulheres se dedicam ao artesanato, produzindo peças de crivo, crochê e trabalhos com conchas, madeira e bambú.
Entre as construções açorianas, se destacam a Capela de Nossa Senhora da Piedade, construída em 1746 e considerada a primeira do Estado; e a Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim, tombadas pelo patrimônio histórico. A Fortaleza, junto com o Forte de Ratones e o de São José da Ponta Grossa, faz parte do triângulo de fortes construídos para defender a Ilha de Santa Catarina, no século XVIII.
As cantorias e festas religiosas são outra marca da colonização açoriana. Os moradores preservam o Terno de Reis – festejado durante o Natal e Ano Novo, quando um grupo de pessoas sai às ruas cantando e celebrando o nascimento de Jesus Cristo –; a Festa do Divino – realizada há mais de 100 anos, na época de Pentecostes; e a festa de Nossa Senhora da Piedade com tradição de mais de 200 anos, comemorada no início de setembro.

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