Usado para curar e matar, em armas e aparelhos cirúrgicos de grande precisão, o raio laser começou a impressionar a Ciência na década de 60 quando Theodore H. Main, um jovem que trabalhava para a companhia aérea de Howard Hughes, a TWA, mostrou um pequeno aparelhinho que continha uma luz relâmpago e um pedacinho de rubi. Esse aparelho fazia com que o rubi irradiasse uma luz vermelha que se concentrava em um único feixe, que chegava a ter até 500 trilhões de vibrações por segundo, era mais clara do que o centro do Sol e tão quente que podia evaporar seres e metais.
Antes de Main, em 1953, o físico norte-americano Charles H. Townes havia construído um aparelho a laser de microondas. Townes chegou a ganhar o prêmio Nobel de Física mas ninguém sabia ainda para quê iria servir o raio laser. Mesmo sem saber da dimensão da descoberta, com a apresentação do laser de rubi de Main, a comunidade científica mundial ficou realmente impressionada com o novo artefato e não demorou a trabalhar em outras versões.
Para a maioria das pessoas existe apenas um tipo de raio laser, porém há diversos elementos e até alguns gases que podem formar o raio (leia matéria nesta página). O aparelho de Main, por exemplo, utiliza o rubi como conversor e condutor de energia, mas outros aparelhos utilizam argônio, neomídio, nitrogênio, hélio-neônio, gás carbônico e o criptônio, para citar alguns entre tantos elementos.
Esses elementos utilizados para a formação do raio laser possuem na verdade a função de concentrar e conduzir a energia do laser a partir da energia elétrica comum. Cada um desses elementos utilizados para formar a energia do laser emitem a luz com potências e comprimento de ondas diferentes. Possuem, inclusive, cores diferentes. O raio emitido através de um laser de rubi é vermelho. A luz de um laser de argônio é azul e a luz de um de CO2, embora invisível, é infravermelha.
Vasta utilização A idéia desse poderoso raio já estava presente na hipótese quântica da luz contida na Teoria da Relatividade de Albert Einstein. A teoria prevê que quando um fóton bate em um átomo, dependendo do estado de excitação desse átomo, ele acaba emitindo outro fóton que, por sua vez, vai acabar batendo em outro átomo e criar, depois de sucessivas batidas e criações de fótons, o princípio da emissão estimulada que leva a intensificação da luz.
Junto com o desenvolvimento da Engenharia Biomédica, ainda na década de 60, o laser passou a ser utilizado, com grande sucesso, na medicina. Mas hoje esse poderoso raio atinge níveis jamais imaginados em diversos campos da indústria, Seja bélica, médica e até de entretenimento.
A gama de utilização do raio aumentou tanto que pesquisadores alemães desenvolveram um laser que simplesmente evapora a sujeira, ferrugem e impurezas de monumentos e fachadas, é utilizado também na restauração de quadros antigos. O raio também é usado em larga escala como soldador, seja para matéria plástica ou metal. O laser encontrou utilidade na ecologia, seja no que diz respeito às medições dos buracos da camada de ozônio seja nas instalações e seleções de lixo reciclado. A indústria de CD não vive sem o laser. Aguarda-se ainda para o final desse século o anúncio de um laser atômico, que utiliza um gás ideal batizado de Bose-Eistein. Esse gás, fabricado em laboratório e com poder de se volatilizar em vinte minutos, tem como grande vantagem sua economia, já que será capaz de enfeixar um raio extremamente frio e afiado, sem desperdiçar sequer um átomo em sua aplicação.

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