Uma horta para chamar de minha!


Multi Chef - Fabio Luporini
Multi Chef - Fabio Luporini

Essa pandemia do coronavírus está fazendo a gente se reinventar, de várias formas e maneiras. Na cozinha não foi diferente. Algumas pessoas passaram a cozinhar mais ou buscar receitas diferentes para testar em casa, em família. Muitos talentos foram revelados: gente que nem sabia cozinhar está aprendendo um monte de coisa. Outras, como eu, resolveram que era hora de ter uma hortinha. Com um objetivo claro: poder utilizar na gastronomia os ingredientes, principalmente temperos, colhidos por si mesmo. Muito mais saboroso e, com certeza, muito mais legal.

 

Uma horta para chamar de minha!
Divulgação
 

Entretanto, não é fácil escolher as mudas, saber como tratá-las nem cuidar de cada uma em especial, principalmente para quem tem raízes urbanas desde sempre. É preciso ter técnica, conhecimento e muita paciência! Por isso, recorri ao meu grande amigo André Salvador, que é arquiteto e tem noção dessas coisas, além de a família ter um sítio próximo a Londrina. Ele me ajudou a escolher a terra, o húmus e tudo o que era necessário para montar a horta, como as pedrinhas e a manta específica.



 

Feito isso, fomos atrás das mudas: salsinha, cebolinha, alface, alecrim, manjericão, rúcula, alho-poró, couve e até moranguinho. Além dessas, as pimentinhas que minha mãe já tinha. E o hortelã, que precisa ficar separado de todas as outras. Soma-se a elas o pé de tomate cereja, que está no vaso e já deu alguns poucos frutos. Tudo plantado, agora vai demorar um pouco para crescer. Por enquanto, estamos usando os ingredientes das hortas dos amigos. No caso, da chácara da família do André.

 

A mãe dele, Silvana Salvador, de vez em quando me traz alho-poró para fazermos risoto. Salsinha e cebolinha também, já que lá tem esses temperos em abundância! Já ganhei até mesmo uma conserva de pimentas, deliciosa e não tão ardida assim. Os dois, aliás – mãe e filho –, já participaram do Multi Chef, preparando uma deliciosa feijoada branca (clique no QR Code para assistir). E mandam bem em diferentes outros pratos, na maioria deles com os ingredientes fresquinhos, colhidos da terra.

 

Até mesmo os peixinhos, pescados do lago que passa pelas margens da chácara são muito melhores que os congelados comprados no supermercado. Nesse caso, não vou conseguir ter um tanque no apartamento. Tampouco as estufas necessárias para o cultivo de cogumelos. Ah, como seria bom ter shimeji e shitake em casa, assim, na hora que quiser fazê-lo na manteiga ou coloca-lo no risoto! Por enquanto me contento com os da Agrotec, da Feira do Lago. Mas, esse já é tema para outra coluna! Até a semana que vem!

 



 

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