Marcelo AlmeidaGraham Griffiths: programa feito sob medida para atender ao gosto das platéias mais variadasUm programa imperdível antes do almoço no Dia das Mães será o concerto matinal da Orquestra Sinfônica do Paraná, hoje, às 10 horas, no Guairão. Sob a regência do maestro Graham Griffiths, a Osinpa estará executando um programa feito sob medida para atender ao gosto das platéias mais variadas, segundo promessa do próprio Griffiths.
A sessão abre com ‘‘Sons de Inovação’’, de Amaral Vieira, prossegue com ‘‘A Primavera nos Montes Apalaches’’, de Aaron Copland e termina com o ‘‘Concerto para Violino e Orquestra, op. 61’’, de Beethoven. O solista nesta peça será Paulo Bosísio, um dos violinistas mais importantes do País.
Esta será a primeira vez que Bosísio toca com a Osinpa, e também a primeira que o regente inglês, há dez anos radicado no Brasil, comanda a orquestra. Ambos são conhecidos na cidade pelos festivais de música que costumam frequentar, no início do ano, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. Na série dos Concertos Matinais do Teatro Guaíra, suas presenças são inéditas bem como nunca atuaram juntos num mesmo evento.
Luz e alegriaGraham Griffiths selecionou obras que vão do romantismo ao contemporâneo, mas tomou o cuidado de manter uma coerência musical. O ponto de ligação entre elas é a luz e a alegria, mesmo no caso de Beethoven, autor de música mais densa.
Único concerto para violino escrito pelo compositor alemão, esta é uma obra relativamente rara nas salas de concerto em Curitiba. Há anos ela não é executada na cidade. O maestro explica que o primeiro movimento tem ‘‘uma beleza extraordinária e o último se caracteriza pela exuberância, energia e bom humor. É uma das mais esplêndidas músicas de Beethoven’’.
Porém, a cortina levanta com o que o regente chama de ‘‘uma obra festiva e barulhenta’’: ‘‘Sons da Inovação, op. 266’’, composta em 1992. O compositor paulista teve a música executada pela Orquestra Filarmônica de Tóquio, sendo muito aplaudida. O espetáculo transformou-se em CD.
Uma descrição da natureza, com seus altos cumes, e do dia-a-dia dos pioneiros norte-americanos que avançaram no velho oeste, correndo todo tipo de risco e aventura, é a base de ‘‘A Primavera nos Montes Apalaches’’, de Aaron Copland. Composta em 1944 é um clássico deste século, conforme o maestro.
Copland tomou o cuidado de incluir na peça a dança típica desse povo, a hoe down , que os cantores de música country tentam imitar, enquanto tocam suas guitarras e violinos. É uma obra vibrante.
Para todosA formação musical de Graham Griffiths foi construída nas Universidades de Edimburgo e Cambridge. Seus primeiros anos de carreira desenvolveram-se na Escócia. Lá ele aprendeu a trabalhar no sentido de levar a música para platéias mais jovens, incentivando assim a formação de público para os concertos.
O mesmo ele pretende realizar em Curitiba, com uma seleção de obras de alto nível que seja ao mesmo tempo atraente a ouvidos iniciantes e iniciados. Ele quer ver a platéia deixando o teatro enriquecida com a qualidade musical. ‘‘A boa música eleva o nosso espírito’’, diz.
q Concertos Matinais - com a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob regência do maestro Graham Griffits. Solista: Paulo Bosísio (violino). No programa ‘‘Sons de Inovação’’, de Amaral Vieira, ‘‘A Primavera nos Montes Apalaches’’, de Aaron Copland e ‘‘Concerto para Violino e Orquestra, op. 61), de Beethoven. Hoje, no Guairão, em Curitiba, às 10 horas. Ingressos: R$ 5,00.

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