ReproduçãoBisões no Parque Nacional de BialowiezaO terceiro passeio exige mais tempo. O ideal é reservar um dia inteiro para visitar o Parque Nacional de Bialowieza. A nordeste de Varsóvia, já na fronteira com a Bielorússia, o parque contém a maior extensão de floresta original de toda a Europa. Em 53 km2, Bialowieza tem centenas de carvalhos de mais de 500 anos, com troncos que atingem até 50 metros de diâmetro.
O motivo da preservação de Bialowieza, no entanto, não é nada ecológico. A vegetação permaneceu praticamente intocada porque, no século 15, monarcas poloneses reservaram a área para a prática da caça. Essa finalidade foi mantida mesmo quando, no século 19, a região caiu no domínio do czar russo, também amante do esporte.
Durante a 1ª Guerra, muitas das árvores centenárias foram transformadas em lenha, mas o coração da floresta resistiu intacto. No tronco de algumas árvores, ainda hoje podem-se ver cavidades feitas há 200, 300 anos, para o cultivo do mel.
Com sorte, o visitante pode avistar ali um dos 250 bisões que habitam a região. Eles são descendentes dos animais que, no final da década de 20, sob ameaça de extinção, foram trazidos a Bialowieza para se reproduzirem no seu habitat natural.
A viagem até o parque revela uma outra faceta da Polônia. À medida que se avança para o leste e a fronteira com a Bielorússia fica mais próxima, as igrejas católicas, que pareciam reinar sozinhas, começam a ceder lugar às belas abóbadas das igrejas ortodoxas. Elas atestam a presença da versão bizantina do cristianismo, que começou a se enraizar na região ainda no século 10.

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