Mauro FrassonUma banda que se apresentou na audição para escolha de atrações: número de inscritos surpreendeu os promotoresUma nova geração de músicos está surgindo nos subterrâneos do silêncio curitibano. Jovens artistas que ninguém nunca ouviu falar, a imprensa desconhece, as casas noturnas não programam mas eles estão aí, vencendo as barreiras impostas e se impondo pela qualidade. Dentro de dois meses serão atrações no Estação Plaza Show, o primeiro festival center do Brasil.
A descoberta dessa garotada foi quase por acaso. O Estação Plaza Show convocou a classe artística para participar de audições, a exemplo do que se faz nos grandes centros, como na Broadway, por exemplo. Choveram inscrições - passaram de 600. Numa pré-seleção classificaram-se 300, número ainda surpreendente.
Mauro FrassonO gerente de marketing do Estação Plaza Show, Leão Samuel Rubin: idéia inusitada
O mais importante, porém, é o profissionalismo demonstrado por essa juventude. São mímicos, instrumentistas solos, bandas, humoristas, cantores, dançarinos, malabaristas que saíram do nada para espantar os promotores. ‘‘A supresa maior para nós foi a alta qualidade apresentada por tantos jovens’’, comentou o gerente de marketing Leão Samuel Rubin.
Nas esquinasO Estação Plaza Show não será mais um shopping convencional. Quem entrar ali irá em busca exclusiva de entretenimento. Em seus mais de 76 mil metros quadrados de área construída, estarão espalhados os artistas, como se fosse uma cidade onde em cada esquina tivesse um mímico, um saxofonista, uma bailarina.
Antes do cadastramento dos valores locais imaginava-se que 50% das atrações viriam de São Paulo e Rio, para completar a cota. A diversidade contida na cidade fez com que alguns conceitos fossem reavaliados. Hoje a idéia é outra. Samuel Rubin acredita que vá se valer de uns 20% de fora e 80% de paranaenses.
O objetivo da seleção foi conhecer mais de perto o universo artístico que a cidade oferece, porque o Estação deverá ter à mão um ‘‘cast’’ generoso. Não pode haver falhas. As revelações proporcionadas pelos testes levaram o diretor de marketing a afirmar que já na inauguração vários desses artistas locais estarão realizando suas performances.
Palco nobreO prédio comporta diversos espaços alternativos, mas o principal deles será um palco de 80 metros quadrados, construído sobre um lago artifical. A importância dele pode ser medida pelo ponto estratégico em que se situa - à sua frente terá a praça de alimentação, com capacidade para mais de mil pessoas.
Sem dúvida, um palco nobre, cujas atrações serão vistas em todo o espaço, através de circuito interno de televisão e num vídeowall, instalado na praça do disc-jóquei. Por falar em disc-jóquei, alguns dos melhores DJs do Brasil virão dar oficinas aos profissionais curitibanos.
‘‘Queremos valorizar a mão-de-obraartística. É esse o nosso objetivo, mas precisamos de maior apoio das classes’’, queixou-se Rubin, sem citar qual categoria estaria criando dificuldades. ‘‘A estrutura que vamos oferecer aqui, profissionalmente, esses artistas nunca tiveram’’, afirmou.
Instrumento e arteEquipamentos de som e luz à espera dos músicos são de última geração, devidamente computadorizados. ‘‘O músico terá que trazer o instrumento e a arte. Ele vem para executar’’. Como cada noite será temática ouve-se um dia jazz, noutro blues e rock clássico (dos anos 50/60), MPB, country, reggae, música clássica, folclore.
Espera-se que um novo mercado ganhe vida, a partir de 11 de novembro - o das performances. Curitiba tem apenas o espetáculo completo, faltam quadros performáticos. Porém, performistas existem. ‘‘Apareceu um rapaz imitando um robô que era fantástico’’, contou Rubin. ‘‘É impressionante a criatividade das pessoas’’.
O resultado final deverá ser divulgado dentro de alguns dias, mas para o gerente de marketing é difícil segurar a admiração por alguns nomes: ‘‘Harmônicas à Brasileira’’, ‘‘Dois em Blue’’, ‘‘Trio de Saxofones’’ fazem parte do time de artistas realmente muito interessantes.

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