UMA ENTREVISTADORA ATENTA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Mariana Trigo TV Press 
Há quase quatro anos como editora-chefe do programa Sem Censura, transmitido pelas emissoras educativas que formam a Rede Brasil, a jornalista Leda Nagle se diverte ao explicar como evitar que um programa televisivo se torne cansativo. Sou meio espectadora. Já que não posso mudar de canal, mudo de assunto. Viro para o lado e começo outra entrevista, diverte-se. Experiência ela tem de sobra. Formada desde 69 em jornalismo, Leda já passou pela Globo, SBT e pela extinta Manchete. Cumpri meu objetivo. Gosto de entrevistas únicas e as faço, vangloria-se a jornalista que popularizou a expressão com certeza na tevê.
Além de passar as tardes guiando o Sem Censura, Leda tem o restante do dia atarefado. Está preparando um talk show em Vitória, que estréia em outubro, ao mesmo tempo em que desenvolve um site autobiográfico na internet falando sobre a longa carreira. E ainda leciono Projetos Experimentais em TV na Faculdade da Cidade, no Rio, acrescenta.
Nome: Leda Maria Linhares Nagle.
Nascimento: em 05/01/1951, no Rio de Janeiro
Primeiro trabalho na tevê: Jornal Amanhã, na Globo, no final dos anos 70
Com quem gostaria de trabalhar: Com a Alice Maria, a Diretora Editorial de Entretenimento da Globo. Ela sabe tudo de telejornalismo
Trabalho que gostaria de ter feito: Um telejornal noturno
Entrevista inesquecível: Com o poeta Carlos Drummond de Andrade, em 81. A primeira entrevista que ele deu para a televisão foi para mim
O que gosta de ver na tevê: Adoro telejornais. Assisto muito aos da GloboNews, Jornal Nacional, Boris Casoy e a Hebe
O que falta na tevê: Programas de melhor nível e mais informativos, como documentários
O que jamais assistiria: Não suporto tragédias humanas, desgraças e baixarias gratuitas com pessoas humildes
Momento marcante: O nascimento do meu filho Eduardo, hoje com 17 anos
Um escritor: Rosamund Pilcher
Um filme: Don Juan DeMarco, dirigido por Jeremy Leven
Mito: Betinho.
Personalidade: Zuenir Ventura.
Superstição: Nunca uso preto na sexta feira. São influências do Candomblé
Um vexame: Uma vez anunciei a jornalista Sandra Passarinho, ao invés da deputada Sandra Cavalcanti
Se não fosse jornalista: Teria uma loja de flores.
Projeto para o futuro: Quero lançar um livro para estudantes de Comunicação no ano que vem


