Para entrar no clima dos cabarés nada melhor que ver - ou rever - o musical ‘‘Cabaret’’, dirigido por Bob Fosse em 1972 e vencedor de oito Oscars. O filme recupera os ares de liberdade dos anos 30, antes que a Segunda Guerra viesse trazer o tempo repressivo e sem encanto à Europa e, principalmente, à Alemanha sob Hitler. Na Berlim de 1931, Sally Bowles (Liza Minelli) é uma dançarina e cantora de cabaré desinibida e sexualmente livre. A casa onde ela trabalha serve de refúgio àqueles alemães do pós-Primeira Guerra ainda ricos, mas descontentes, cercados pela pobreza e a ascensão do nazismo.
O professor inglês Brian Roberts (Michael York) se hospeda na mesma pensão onde Sally mora. Os dois se tornam muito amigos, e Sally se apaixona. Só que Brian nunca estabeleceu relações com mulheres. Mas Sally, crente de seus poderes de sedução, acaba conseguindo, ainda que de forma torta, conquistar o professor homossexual. Para quem não gosta dos musicais tradicionais, em que as pessoas começam a cantar no meio da rua, este filme é uma boa pedida. Os números fazem parte do show do cabaré, mas não deixam de ter relação com a trama - quando Sally é assediada por um milionário, por exemplo, a música é ‘‘Money Makes the World Go Round’’. E ‘‘Cabaret’’ prova que os musicais podem tocar em temas sérios sem serem chatos.

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