Uma diva do jazz
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de junho de 1997
Ranulfo Pedreiro 
A efervescência cultural de New Orleans já rendeu nomes como Jelly Roll Morton e Louis Armstrong. Não é à toa que a cidade é conhecida mundialmente como o berço do jazz. Colonizada por franceses, New Orleans se desenvolveu com plantações de algodão e fumo que exigiam grandes levas de escravos como mão-de-obra. Com os escravos, veio a música africana que, adaptada, originou o gospel, o blues e o jazz.
Foi neste turbilhão cultural que nasceu B.J. Crosby, uma cantora que desde criança soltou a voz em um coral gospel da Igreja Batista de New Orleans. Incentivada pela mãe, que tocava órgão, Crosby seguiu carreira. A música se adaptou ao espetáculo cênico, e a cantora foi indicada, em 1995, ao Tony - importante prêmio teatral dos EUA, pelo espetáculo Smokey Joes Cafe, em cartaz na Broadway -, e, neste ano, para o Oliver - principal prêmio teatral britânico.
Convidada pelo Festival Internacional de Londrina - Filo - para se apresentar na cidade, B.J. Crosby fez dois shows no Cabaré do Festival neste final de semana. E hoje canta na Concha Acústica, a partir das 18 horas. Antes do primeiro espetáculo, bem-humorada, a cantora concedeu à Folha a seguinte entrevista:
Gostaria que você comentasse o início de sua carreira até a profissionalização.


