Uma década dedicada à sétima arte
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sábado, 20 de julho de 2013
Marcos Roman <BR>Reportagem Local 
Eles colocaram Londrina na rota da produção cinematográfica nacional. Com 38 curtas-metragens na bagagem e mais de 60 prêmios conquistados em importantes festivais brasileiros e internacionais, os fundadores da Kinoarte comemoram hoje o aniversário dos 10 anos da instituição que criaram em 2003. A data será marcada por uma edição especial da festa Barbada que acontece hoje no Bar Valentino com show da banda Pedra de Toque e lançamento em DVD e Blu-ray da "Triologia do Esquecimento" composta pelos premiadíssimos filmes "Satori Uso", "Booker Pittman" e "Haruo Ohara".
Dirigida pelo cineasta e jornalista Rodrigo Grota, 33 anos, a trilogia já recebeu mais de 50 prêmios. Somente no Festival de Cinema de Gramado foram 13 prêmios, tornando o maior recordista em premiação de toda a história do evento.
Ao lado de outros amigos visionários, Grota lembra que tudo começou com uma modesta oficina de cinema. "Em 2003 fui convidado para trabalhar na produção da Mostra Londrina de Cinema e junto com o organizador do evento promovemos uma oficina de cinema que teve 25 alunos, cada um de uma área diferente e todos interessados em produzir filmes. Aproveitamos o talento de todos, entre arquitetos, músicos, profissionais de artes cênicas e outras profissões para formar um grupo que acabou originando a Kinoarte, que significa arte em movimento", conta.
Grota diz que o desejo do grupo era introduzir na cidade uma identidade audiovisual que era quase inexistente na época. "Londrina já tinha representantes em vários segmentos artísticos, como o Arrigo Barnabé na música, o Domingos Pelegrini e Rodrigo Garcia Lopes na literatura, o Haruo Ohara e Foto Clube na fotografia e o pessoal do Filo nas artes cênicas. Mas não havia uma produção cinematográfica contínua na cidade, e nos propusemos a dar início a esse movimento", detalha.
Os fundadores da Kinoarte, todos jovens recém-formados com vinte e poucos anos, produziram o primeiro curta-metragem em 2003. "Era o curta Londrina em Três Movimentos. Desde aquela época perseguimos a mesma meta, que é produzir filmes que só podem ser feitos por londrinenses. Nosso objetivo é levar para as telas cenários e histórias que tenham uma ligação afetiva com a cidade, explorar cenários de Londrina e da região e dar vazão à ligação afetiva que temos com esse universo", enfatiza Grota.


