O site YouTube acaba de completar dez anos de existência. No dia 14 de fevereiro de 2005, Chad Hurley, Jawed Karim e Steve Chen ativaram o domínio "youtube.com". Foi quando três ex-funcionários do serviço de transferência digital de dinheiro PayPal apostaram no formato que permitia ao usuário divulgar e compartilhar conteúdo, principalmente amador, sem intermediários, num tempo em que o vídeo online era uma lentidão cheia de engasgos. Neste dia, eles não podiam imaginar que no final daquele ano seguinte seriam comprados pelo Google por US$ 1,65 bilhão e teriam sua criação na capa da revista "Time".
No começo era só um site em que qualquer pessoa podia "subir" seu vídeo para a internet e postar no site. O fato é que o YouTube mudou completamente a relação das pessoas com a internet graças à popularização da comunicação em vídeo. Com ele, é possível consumir conteúdo via streaming em vez de download. Se antes isso era privilégio de poucos grupos de comunicação, emissoras de TV, produtoras de conteúdo e estúdios de cinema, a partir da explosão do site o mundo redefiniu o modo como consome e produz vídeos.
O vídeo "Me at the zoo" - que mostra um jovem falando sobre elefantes, ressaltando o fato de que suas trombas são muito grandes - foi ao ar para entrar para a história como o primeiro vídeo no canal dois meses depois de seu lançamento. Em seguida, inúmeros foram postados. Atualmente, o site possui mais de um bilhão de usuários mensais e os internautas publicam cerca de 300 horas de vídeos por minuto no YouTube. Virais intencionais ou não, trailers e músicas que estreiam longe dos cinemas, das TVs ou das lojas de disco, anúncios políticos, diferentes formas de se contar uma história, protestos, esquetes de humor: o YouTube tornou-se um dos canais mais assistidos do mundo todo.

'Monetização'
No final de 2012, o clipe do sul-coreano Psy, o hit "Gangnam Style", ultrapassou 1 bilhão de visualizações no YouTube, entrando para a história como o vídeo mais acessado até o momento.
No Brasil, não se pode esquecer o fenômeno "Porta dos Fundos" que começou no site e, depois de faturar com anúncios, ganhou programa próprio no canal pago Fox e se prepara para gravar o primeiro longa-metragem para o cinema.
O grupo de humoristas cariocas é uma prova de como os vídeos engraçados – profissionais ou domésticos – dominam os compartilhamentos das redes sociais. Outros tantos somam milhares de visualizações e inscritos, uma espécie de seguidores de determinado canal.
E Londrina não fica de fora desse cenário. Pelo menos dois vídeos ficaram muito famosos por sua repercussão nacional e acabaram no Top 5 do programa "Custe o Que Custar" (CQC), da Band: o abraço que o apresentador Gelson Negrão, do SBT, mandou em seu programa ao "Cuca Beludo" e o bode solto atacando familiares que visitavam parentes na penitenciária. Outro que teve bastante repercussão, mas foi rapidamente retirado do site, foi o da cirurgia da retirada de um peixe piramboia do intestino de um homem no Hospital Universitário, em 2012. A divulgação das imagens levou a Universidade Estadual de Londrina a realizar uma sindicância, cujo resultado não foi divulgado por correr em segredo de justiça. (Com Folhapress)

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