Cenas de guerra, de povos mutilados e as vidas dilaceradas dos sobreviventes estarão expostas a partir de hoje na exposição ‘‘Vítimas da Guerra’’, no Museu da Imagem e do Som, em Curitiba. Fotógrafos que estiveram nos campos de batalha assinam os flagrantes, divididos em duas partes: na primeira tem a história do ‘‘Comitê Internacional da Cruz Vermelha’’ e os principais acontecimentos que marcaram o final do século passado e este. O segundo segmento é mais atual, com os conflitos em andamento ou recém-finalizados.
As fotos mostram, entre outras batalhas, cenas da Guerra Franco-prussiana, das duas Guerras Mundiais, dos conflitos que abalaram a Argélia, Coréia, Irã-Iraque, Vietnã. Fatos ainda mais recentes como a crise dos reféns na embaixada do Japão, no Peru, e o movimento zapatista em Chiapas, no México.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está no enfoque das lentes, com o trabalho humanitário de seus voluntários. Nos vários pontos do mundo onde os choques acontecem eles trafegam entre milhares de pessoas feridas e mutiladas física e emocionalmente. Na soma são milhões de habitantes num cenário de destruição e sangue. Em muitos países conseguir um pouco de água é tarefa de risco, que pode terminar em morte.
‘‘Vítimas da Guerra’’ dá destaque especial às vítimas das minas antipessoais, que persistem mesmo décadas depois do fim do conflito. Existem no momento 110 milhões de minas enterradas nos solos 60 países. Continuam matando e mutilando. Depois de passar por Brasília, Goiânia, Porto Alegre e mais 15 municípios gaúchos, a exposição chega a Curitiba para uma temporada até dia 26 de junho.
Exposição ‘‘Vítimas da Guerra’’. De hoje a 26 de junho no Museu da Imagem e do Som (Rua Barão do Rio Branco, 385), em Curitiba. Visitação pública: de segunda a sexta-feira no horário comercial; sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas. Mais informações pelo telefone (041) 232-9113.

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