A professora, escritora e artista plástica Paz Aldunate, 56 anos, tem uma produção literária profícua. É difícil uma semana em que não nos envie uma de suas crônicas, ricas em detalhes, ainda mais agora que voltou para o Chile. Quando começou a escrever para a seção Crônica do Leitor morava em Ibiporã, onde dava aulas de teatro, e seus textos passaram a ser motivo de elogios na cidade. Ao se mudar para o Chile, pudemos acompanhar as dificuldades para estabelecer o novo lar e cada fase da sua vida inspira uma nova crônica, publicada também em seu blog.
Bastante comunicativa, sempre que envia suas crônicas nos atualiza (no corpo do e-mail) sobre as suas impressões de mundo e quase que só isso renderia uma outra crônica. Com o tempo, o texto vai nos aproximando e uma intimidade velada acaba se instalando pelo poder da comunicação, também entre ela e o leitor.
Seus textos normalmente são provenientes do seu diário pessoal, daquilo que considera "publicável". "A minha maior fonte de inspiração são as minhas caminhadas matinais, mas um filme, um livro, uma conversa também podem me inspirar. Gosto das banalidades encantadoras, cheia de pequenos milagres", afirma a cronista, recordista em crônicas publicadas.
Ela brinca que se considera uma "correspondente do estrangeiro", e tem potencial para isso. "Fico feliz em saber que as pessoas se sentem inspiradas e encorajadas ao ler as minhas crônicas publicadas; acho que mais jornais e revistas deveriam dar esse tipo de oportunidade", sugere. Entre os seus sonhos, está o de publicar um livro de crônicas, uma boa ideia para continuar compartilhando ainda mais suas crônicas cheias de vivacidade e bom humor.

Imagem ilustrativa da imagem ‘Uma correspondente do estrangeiro’
| Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo morando no Chile, Paz Aldunate não deixou de enviar suas crônicas à FOLHA
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