A Súbita Companhia de Teatro participa da edição de 50 anos do Filo - Festival Internacional de Londrina - com o Projeto Habitat, formado por seis espetáculos solos. As apresentações, no Teatro Ouro Verde, nesta sexta (23) e no sábado (24), integram a programação de aniversário de 12 anos da companhia curitibana. Os ingressos para as duas noites já estão esgotados e pode-se afirmar que trata-se de um momento impar para o coletivo que estreia no festival de Londrina.

As apresentações no FILO são motivo de orgulho para a companhia. “Participar da 50ª edição do FILO é uma alegria”, diz a diretora da Súbita, Maíra Lour. “É desejo antigo e uma honra estar neste que é um dos mais importantes festivais do País, e sua longevidade só reforça relevância do que se concretiza exatamente agora, no aniversário deles e no nosso”, alegra-se.

'T ao Cubo:' um convite para conhecer um corpo/casa de alguém que deseja expandir-se
'T ao Cubo:' um convite para conhecer um corpo/casa de alguém que deseja expandir-se | Foto: Hana Lidia/ Divulgação

Na terra de chão vermelho, o Projeto Habitat faz sua segunda temporada - estreou em fevereiro em Curitiba e, após o Filo, segue para Ponta Grossa e Maringá, ampliando públicos e diálogos. “Levar os trabalhos para outros lugares é bom, nos dá outro feedback. As trocas com artistas e com o público também são muito importantes e tudo isso é enriquecedor, pois provoca novos olhares e reflexões para a caminhada dos seis solos”, comenta a a produtora Michele Menezes. “O projeto é também uma chance de mostrar a versatilidade dos atores, a diversidade temática e as propostas estéticas e cênicas que estamos trabalhando, é muito gratificante”, reflete.

A fase atual contempla ações de pesquisa, formação, intercâmbio, difusão, circulação, publicação, produção, democratização e acessibilidade. Em outubro, a Súbita promove também o “Corpos Poéticos - Encontro Internacional de Investigações Cênicas”, com oficinas, falas públicas, lançamento de livro e mesas de conversa, com a participação de artistas do Brasil, dos EUA e da Argentina.

A companhia

A Súbita Companhia nasceu em 2007 nos cursos livres da escola Pé no Palco, em Curitiba. Com muitos trabalhos e em pouco tempo, o reconhecimento já chegou. Em 2009, recebeu a primeira indicação ao Troféu Gralha Azul, com “Coração de Congelador”. Ano após ano, Súbita segue conquistando também apoio, que é essencial para a construção de sua trajetória. “Ter um grupo é estar em movimento constante, um exercício permanente em busca da conexão e equilíbrio entre as ações externas e as transformações de desejos internos. É desafiador lidar com isso tudo”, finaliza Lour.

Solos de sexta (23)

'Uma História Só': a paternidade como um labirinto infinito
'Uma História Só': a paternidade como um labirinto infinito | Foto: Elenize Dezgeniski/ Divulgação

“Uma História Só”/ Autor: Conde Baltazar

Um pai conta através do seu corpo esburacado, sua relação com a infância, seu pai, seu avô. Um buraco que começou pequeno, uma falta quase invisível. A paternidade é um labirinto infinito.

“T ao Cubo” / Autor: Cleydson Nascimento

O solo autoral do ator Cleydson Nascimento é um convite para conhecer o corpo/casa de alguém que deseja expandir-se no tempo-espaço. No seu habitat ele se multiplica, joga com as possibilidades do universo, ri e se espanta com o caos.

“Foi Assim Que o Oceano Invadiu a Minha Casa” / Autora: Helena Jorge Portela

Uma história sobre duas atrizes que, em uma tarde como qualquer outra, tiveram suas vidas separadas pelo mar. O mar que carrega o luto e a dor. Um espetáculo solo que tenta agarrar o tempo com as mãos.

Espetáculo apresentado também em Libras

Solos de sábado (24)

“Mulher, Como Você se Chama?” / Autora: Janaína Matter

Este solo parte de uma inquietação em relação ao apagamento das mulheres na história do mundo. De um contexto amplo até a aproximação com a intimidade da atriz e das mulheres da família, o espetáculo ressignifica nomes e feitos históricos como forma de resgatar e corporificar a presença das mulheres.

“O Arquipélago” / Autor: Pablito Kucarz

O arquipélago leva à cena a história de uma mãe, uma mulher comum que sai de sua casa muito jovens para trabalhar na cidade grande. A narrativa tem ares de fábula pessoal ao lançar mão de metáfora poderosa: a família é um arquipélago.

'Pirataria': uma ficção visionária, um corpo no espaço
'Pirataria': uma ficção visionária, um corpo no espaço | Foto: Elenize Dezgeniski/ Divulgação

“Pirataria” / Autor: Victor Hugo

Uma tentativa de fuga, um escape, uma mensagem codificada, uma corrente. Gritaria. A pele, o maior órgão do corpo. Um vírus. Você acha que eu estou ficando louco? Você vai me deixar aqui? Uma ficção visionária, um holograma, arquivo oculto, um corpo no espaço.

Serviço:

Grupo: Súbita Companhia de Teatro (Curitiba - PR)

Local: Teatro Ouro Verde

Quando: Sexta (23) e sábado (24), às 20h30

Classificação: 18 anos

Duração: 180 minutos (apresentação de 3 solos de 45 minutos, com intervalos)

Ingressos esgotados

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