Uma mulher nascida no século 18 trouxe da mãe a marca do destino: ser ladra. Sua história mistura-se à tensão da morte – seguindo as leis vigentes no país (a Inglaterra) toda mulher grávida que fosse condenada à morte, iria para a forca depois de ter tido o filho. Com a senhora Flanders foi assim e a pequena Moll cresceu jogada de lado a outro, de família em família até aprender as manhas do roubo. A partir daí nada seria diferente – adotando o nome de Elisabeth Ashley encontrou uma maneira própria de conduzir sua vida.
Como os opostos estão a centímetros de se encontrarem, a tragédia transformou-se em comédia estrelada por Ari Fontoura, que está completando 50 anos de vida artística. A estréia nacional acontece em Curitiba, reabrindo as portas do Teatro do HSBC. Desde a mudança do antigo Bamerindus para o HSBC a sala estava fechada. Ela será administrada pela Calvin Entretenimentos.
A peça transcorre em momentos diversos da vida da ladra, desde os 11 até os 70 anos de idade. Ari Fontoura tem esse desafio pela frente, mas pelo jeito saiu-se bem. Ele garante que é um belo espetáculo. Emocionado, conta que ali onde hoje é o teatro antigamente erguia-se o Cine-Teatro Avenida. Foi onde assistiu as primeiras montagens que acabaram por levá-lo a abraçar a arte, mesmo contra a vontade da família. Ao público deixa um recado: ‘‘Nosso objetivo não é expor a história de Moll Flanders, mas mostrar uma comédia, um momento de leveza para todo mundo’’.
A História de Moll Flanders. A partir de hoje até dia 3 de fevereiro, no Teatro HSBC (Boca Maldita). De quinta a sábado às 21 horas e aos domingos às 20 horas. Ingressos: R$ 20,00 (quinta), R$ 25,00 (sexta), R$ 30,00 (sábado). Domingo: R$ 25,00.

mockup