Leandro Calixto
TV Press
‘‘Sexo Oposto’’, título provisório da próxima novela das sete da Globo, quer retratar de maneira cômica a vida na normalmente cinza cidade de São Paulo. ‘‘É uma história para o público se divertir’’, promete o autor Walter Negrão. Mas o autor garante que não vai explorar o sotaque típico paulistano, influenciado pela colônia italiana, ou seja: nada de ‘‘Ô, Belo!’’ e ‘‘Porca Miséria!’’. ‘‘Isto o Benedito já vai fazer’’, esquiva-se o autor, sem esconder o bom humor, se referindo a ‘‘Terra Nostra’’, próxima novela de Benedito Ruy Barbosa, que vai ter como pano de fundo a imigração dos italianos no Brasil.
A história de Negrão vai ser ambientada no bairro da Vila Madalena, zona sul de São Paulo. ‘‘É uma região culturalmente rica e com vida noturna bastante agitada’’, argumenta o autor. Ele ainda está concluindo o quarto capítulo da trama, que tem estréia prevista para o final de outubro. As gravações, porém, devem começar no início de setembro no Projac, na zona oeste do Rio, com externas na própria Vila Madalena. ‘‘Trabalhar em São Paulo é sempre gostoso. É um local onde a população se envolve com as gravações’’, bajula o
diretor-geral da novela, Jorge Fernando. Ele, aliás, é um dos diretores da Globo que mais comandaram produções em São Paulo. Na capital paulistana, ele já fez ‘‘Brega & Chique’’, ‘‘Rainha da Sucata’’ e ‘‘Cambalacho’’.
Maitê Proença, Giulia Gam e Édson Celulari são os protagonistas da trama. O quarto nome de destaque deve ser o de Hérson Capri. ‘‘Ainda estou analisando a sinopse’’, valoriza Hérson. O personagem de Celulari, o motorista de caminhão Solano, vai ser condenado a sete anos de prisão por participar de um contrabando de drogas. Solano, casado com Eugênia, vivida por Maitê Proença, no entanto, não sabia que estava carregando as drogas.
Depois da prisão, logo no primeiro capítulo, vai acontecer uma passagem de sete anos. Na cadeia, Solano vai conhecer o vilão da história, Arthur, personagem oferecido a Hérson Capri. Arthur é casado com Pilar, que vai se apaixonar por Solano. A Pilar vai ser interpretada por Giulia Gam.
Quando Arthur sair da prisão, Eugênia já estará casada com outro personagem, ainda não escalado. ‘‘Os personagens do Édson, Maitê e Giulia formam um triângulo amoroso até o fim da história’’, antecipa Negrão. Arlete Salles, Mário Gomes, Fernanda Rodrigues, Carla Marins, Ary Fontoura, Yoná Magalhães, Flávio Migliaccio e Marcelo Faria são outros nomes confirmados pelo autor. Marcelo Faria, por exemplo, vai interpretar um moto-boy. Já Arlete será uma ‘‘perua’’. ‘‘Estamos estudando outros nomes para fechar o elenco’’, completa Jorge Fernando.
Walter Negrão e Jorge Fernando formam pela segunda vez consecutiva uma parceria. Os dois trabalharam juntos em ‘‘Era Uma Vez...’’, novela exibida em 98. ‘‘O Negrão tem um texto muito leve e de fácil compreensão para os atores’’, elogia o diretor. Os dois têm a missão de alavancar a audiência no horário das sete, que atualmente oscila entre 30 e 35 pontos com a novela ‘‘Andando nas Nuvens’’. Tanto que o autor já exigiu que a emissora faça periodicamente pesquisas para saber a aceitação dos personagens junto ao público.
Por outro lado, Negrão garante que não acompanha a medição instantânea do Ibope. ‘‘Se não, o autor fica neurótico e não tem tranquilidade para trabalhar’’, acredita. Já Jorge Fernando garante que não se preocupa com qualquer tipo de cobrança em relação à audiência de seu trabalho. ‘‘O profissional da Globo naturalmente já é mais visado’’, compara.

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