A sede do governo dos Estados Unidos da América desde o século 18, foi projetada pelo arquiteto Pierre Charles L’Enfant. Foi erguida sobre uma área de charco, nas margens do Rio Potomac. Lá, não há arranha-céus. Segundo a lei, nenhum prédio supera em altura o domo do Capitólio, a sede do Congresso. Há, entretanto, duas exceções: a torre do obelisco (bem pertinho da Casa Branca) e o prédio do antigo Correio.
É a partir de Washington que nascem e é onde estão estampados nas vitrines muito dos valores americanos. Tanto que alunos secundaristas de todos os Estados Unidos, do Alabama ao Alasca, são obrigados a visitar a cidade. Este é um dos motivos de se observar tantos adolescentes por lá, com caderninhos na mão e olhos fixos no professor. Washington é trabalho de escola para essa turma compenetrada.
É por receber essa leva de estudantes todos os anos que a cidade tem muita oferta cultural gratuita. Por exemplo, os museus do Instituto Smithsonian, que juntos guardam 140 milhões de peças. Praticamente cada detalhe do que aconteceu no planeta pode ser visto nestes museus, das primeiras pegadas dos dinossauros à chegada do homem à Lua. A cápsula da Apolo 11 está lá, no National Air & Space Museum. Todos, enfim, são de graça; os museus são custeados pelo Federal Reserve.
Numa área conhecida como The Mall, estão as principais atrações, como o National Museum of American History, o National Galery of Art e o Museum of African Art. Todas acentuam o imodesto superlativismo americano. Mas vale andar por aqui. Só é preciso ter pernas, pois são quatro quilômetros de percurso, fora as filas.
Ao sul do Mall, chega-se ao Rio Potomac, onde tudo começou. Entre março e abril, as margens do rio se tornam também um cartão-postal. É nesta época em que as 1.300 cerejeiras, que circundam o memorial de Franklin Roosevelt, florescem compondo uma bela fotografia. No entanto, existem vários parques públicos em toda a cidade e muitas áreas verdes.
A Library of Congress ( http://www.loc.govT) guarda nada menos do que 104 milhões de livros. É absolutamente maravilhosa, a começar pelo modelo arquitetônico do prédio no qual funciona – em estilo renascentista italiano. Tem 22 salas de leitura e é aberta ao público. Já a Corte Suprema, majestosa, também vale conhecer.
O Capitólio é outro passeio obrigatório. Mas, na verdade, é mais interessante vê-lo de fora, compondo uma bonita paisagem no final de tarde, do que por dentro. No pátio externo, os seguranças formam duas filas – a da bandeirinha verde e a da vermelha. A da vermelha, da direita, é a que vai mais rápido. Não se iluda achando que o passeio da verde, como dizem, é mais abrangente. Pegue a fila menor para, depois, não sair com cara de bobo.

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