Da Redação
A partir do dia 20 de julho, a cidade de Joinville (SC) volta a ser a vitrine dos principais movimentos artísticos da dança brasileira e do Mercosul. Trata-se da 17ª edição do Festival de Dança de Joinville, evento que neste ano presta uma homenagem ao bailarino brasileiro.
Para a abertura, no Centreventos Cau Hansen (a primeira arena multiuso da América Latina), a organização convidou o corpo de baile do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A companhia - que está completando 90 anos - vai apresentar a tragédia romântica ‘‘Giselle’’, um balé composto em 1841 e que tornou-se um dos mais importantes espetáculos do Romantismo.
A obra, uma concepção coletiva de Théophile Gautier, Jean Coralli e Vernoy de Saint-Georges, tem música de Adolphe Adam e coreografia de Coralli e Jules Perrot. ‘‘Giselle’’ conta a história de uma camponesa que se apaixona por um lenhador (na verdade, um príncipe disfarçado). Quando descobre a verdadeira identidade do rapaz e a impossibilidade de realizar esse amor, ela torna-se uma Willis - espírito em que se transformam as moças que morreram virgens.
Na Noite Especial, dia 29, as atrações estrangeiras dão espaço a três grupos nacionais considerados ‘‘crias’’ do festival: ‘‘Raça’’ (São Paulo), ‘‘Cena 11’’ (Florianópolis) e ‘‘Dança de Rua do Brasil’’ (Santos).
O ‘‘Raça’’ começou dançando jazz, mas deu uma guinada rumo à dança moderna. Este ano, o grupo vai apresentar em Joinville o espetáculo ‘‘Novos Ventos’’, que foi criado e montado especialmente para estrear no festival. A montagem utiliza composições do músico francês Erick Satie e inspira-se no outono. Os bailarinos dançam, o tempo todo, sobre o palco coberto por folhas.
Já o ‘‘Cena 11’’, criado em 1987, retorna ao festival com o espetáculo ‘‘In’Perfeito’’, composto de oito cenas que tratam do homem e de sua necessidade de obter respostas. A peça reflete a inquietação de quem tenta chegar à perfeição e abolir o mistério, mesmo que seja manipulando moléculas em laboratório. Em sua técnica, o grupo busca exceder a dança, passando pela videocenografia, música ao vivo e projeção de slides.
Por fim, o grupo convidado ‘‘Dança de Rua do Brasil’’ (1º colocado em 98 na categoria dança de rua - profissional) apresenta ‘‘History’’, uma colagem com os melhores momentos dos anos em que concorreu e conquistou prêmios no festival. Em 30 minutos, serão apresentadas as coreografias ‘‘Questão de Alma’’ (que consagrou o grupo em 93), ‘‘A Lenda’’, ‘‘Essência’’, ‘‘Os Bárbaros’’ e ‘‘Homens de Preto’’.
Na mesma noite, o Festival de Dança faz uma homenagem aos 90 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e aos 10 anos da carreira internacional da bailarina Cecília Kerche - esta é uma forma de valorizar os profissionais que vêm se destacando em palcos do mundo inteiro.
Além das atrações apresentadas no Cau Hansen, muita coisa estará agitando os palcos alternativos nas ruas, praças, bairros e shopping centers da cidade nos 10 dias de festival. A organização confirmou a presença de 145 grupos e seis mil bailarinos no evento. Da mostra competitiva devem participar companhias do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai. A programação paralela inclui cursos, recitais, ciclos de filmes sobre dança, exposições de artes plásticas, fotos e figurinos, feiras, workshops, palestras e lançamentos de livros.
Os ingressos variam de R$ 3,00 (arquibancada nas noites competitivas) a R$ 30,00 (poltronas nas noites especiais). Estudantes com carteirinha terão 50% de desconto. Mais informações na Fundação Cultural de Joinville, pelo telefone (0+operadora+47) 422-1757.De 20 a 30 de julho, seis mil bailarinos do Brasil e do exterior vão mostrar sua arte no 17º Festival de Dança de Joinville
Alceu BettA bailarina Cecília Kerche será homenageada pelos 10 anos de carreira internacionalAlceu BettO grupo ‘‘Dança de Rua do Brasil’’, um dos vencedores de 98, está entre as atrações mais esperadasDivulgaçãoFESTIVAL

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