A carreira internacional de Arnaldo Cohen iniciou-se somente aos 20 anos de idade, após uma breve incursão por uma faculdade de engenharia. Graduou-se com grau máximo em piano e violino na Universidade Federal do Rio de Janeiro, feito único na história da universidade brasileira. Após quatro anos de aperfeiçoamento com o pianista Jacques Klein, Cohen conquistou por unanimidade, em 1972, o 1º Prêmio no Concurso Internacional ‘‘Busoni’’, na Itália. Tem se apresentado como solista das mais importantes orquestras do mundo, como a Royal Phillarmonic de Londres, Sinfônica de Berlim e Tonhalle de Zurique, atuando com regentes como Kutt Masur, Yehudi Menuhin e Kurt Sanderling. Cohen tem em seu currículo mais de 1,6 mil concertos, realizados nos quatro cantos do mundo, em teatros como o Concertgebouw, de Amsterdã; Champs Elysées, de Paris; Albert Hall, de Londres e Sydney Opera House, na Austrália.
Integrou por quatro anos o Trio Amadeus, ao lado dos componentes do célebre Quarteto Amadeus. Cohen desenvolve hoje grande atividade no campo da música de câmara, atuando regularmente em quartetos como o Lindsay, Orlando, Chilingirian e Vanbrugh. Foi agraciado em 1992 com o título de Boadwood Fellow pelo prestigioso Royal Northern College of Music, na Inglaterra, onde ministra master-classes no Departamento de Pós-Graduação.
Apesar de sua conhecida relutância em gravar, lançou em 1997 dois CDs sobre Lizst no mercado internacional, ambos pelo selo Naxos. O primeiro CD esteve entre os mais vendidos na Inglaterra e foi indicado para compra pela revista Classic CD. A sua gravação dedicada a Lizst, de 1985, também foi considerada ‘‘perto do ideal’’ pela revista Gramophone. Atualmente, além de intensa vida concertista, Armando Cohen é colaborador da Revista Veja, para a qual tem escrito sobre música.(E.M.C.)

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