Almir Sater já definiu seu trabalho como música popular com sotaque regional, pontuada por elementos de blues e rock. Ele foi um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, a viola caipira, base de criação da autêntica música do campo.
Como instrumentista, herdou lições de Tião Carreiro e Renato Andrade. Começou a carreira formando com um amigo a dupla Lupe e Lampião. No final dos anos 70, acompanhou a cantora Diana Pequeno e o grupo Lírio Selvagem, da cantora Tetê Espíndola.
Gravou o primeiro álbum em 1981, com participação de Tião Carreiro. Em meados da década de 80, montou a ''Comitiva Esperança'', viajando pelo pantanal mato-grossense pesquisando a música e os costumes da região, mais tarde incorporados à sua obra.
Aclamado pela crítica, participou de duas edições do Free Jazz Festival e conquistou dois prêmios Sharp com as canções ''Moura'' e ''Tocando em Frente'' (gravada por Maria Bethânia). Após lançar outros discos, projetou-se nacionalmente atuando na novela ''Pantanal'' (1990), da extinta TV Manchete.
Na mesma emissora, participou também da novela ''A História de Ana Raio e Zé Trovão'' (1991). Em seguida, afastou-se da televisão para dedicar-se à música. Gravou outros discos, fez shows por todo o País e retornou à tevê para atuar na novela ''O Rei do Gado'' (1996), da TV Globo.
No ano seguinte, lançou seu último álbum, ''Caminhos me Levem'', pela Som Livre. Os fãs aguardam um novo disco de inéditas, que ele vem prometendo há várias temporadas. Com 30 anos de carreira, o artista comemora em novembro os cinquenta anos de idade. (N.S.)

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