Uma capital reconstruída
Munique merece, de antemão, todo o respeito. Imagine que esta cidade alemã fundada em 1158 e capital da Baviera desde 1806 teve seu território muito destruído na Segunda Guerra Mundial. Hoje, diante da gravidade do fato, percebe-se bem pouco do que aconteceu. Afinal, um povo que tem sempre um caneco de cerveja na mão não parece amargurado.
É claro que os relatos históricos sobre a triste parte de seu passado estão aqui e ali, guardados em museus, igrejas e no discurso dos guias turísticos. O poder de reconstrução dos alemães impressiona.
Para começar, visite o ponto principal, a Marienplatz (platz quer dizer praça, em alemão). O cartão-postal une a antiga e a atual sede da prefeitura esta é um perfeito exemplo da arquitetura neogótica alemã e a coluna dourada de Santa Maria, patrona da Baviera. Olhando para o alto, lá ao fundo está o símbolo mais conhecido de Munique: as duas torres da Catedral de Nossa Senhora (Frauenkirche).
Ao redor desta área, toda sorte de lojas, cafés e cervejarias (onipresentes), e muitos artistas de rua. O cotidiano muniquense pulsa cercado de prédios centenários. Se puder estar na praça às 11h, 12h ou 17h, assistirá à dança e melodia dos bonecos do relógio da prefeitura nova. Fala-se que foi o modo que o rei encontrou para trazer a população de volta às ruas após um surto de peste bubônica, em 1517.





