Uma Canção no Rádio
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de agosto de 2009
Adriana Alves<br> Folhapress 
Dois anos depois do melancólico CD Fortaleza, Raimundo Fagner lança o romântico e eclético Uma Canção no Rádio. A diferença entre os dois discos se deve, segundo Fagner, ao seu estado de espírito. Em 2007, eu estava atolado em problemas pessoais. Havia perdido minha mãe e meu irmão. Enfim, por uma série de acontecimentos difíceis, Fortaleza ficou triste, comenta.
Agora, o artista diz estar bem e feliz, mas desconversa quando questionado se está vivendo um romance. Viver a vida em sua plenitude já é um romantismo. Amar a vida, amar as pessoas, curtir o dia que se está vivendo. Estou sempre apaixonado. Às vezes dá certo, outras não, mas o importante é estar sempre assim, filosofa o cearense, que chega aos 60 anos em outubro. Estou soltinho e livre, como sempre quis, completa.
Para retratar seu bom momento, ele abre o disco com uma nova versão de Muito Amor, que havia gravado há cerca de dez anos com uma sonoridade lenta. Agora, a música ganhou uma leitura de tango, com nuances eletrônicas.
No novo trabalho Fagner passeia, ainda, por gêneros como o reggae e o rap, além das sempre presentes baladas românticas e dos ritmos nordestinos, desta vez representados principalmente por Me Dá meu Coração e Flor do Mamulengo. Conhecidas do cancioneiro do Nordeste, as duas são inéditas na voz de Fagner.
O cantor e compositor inovou também nas parcerias. Além de reforçar as antigas, como com Fausto Nilo e Zeca Baleiro, agora, o dono de hits como Borbulhas de Amor divide pela primeira vez uma composição com Chico César, em Farinha Comer, e os vocais com Gabriel o Pensador, na canção Martelo.


