Campinas - Um ventilador gigante é o mais novo brinquedo da Azul do Vento, escola de pára-quedismo bem conceituada na América do Sul e radicada em Campinas, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. Chamada de Túnel de Vento, a atração simula as condições de um salto em queda livre. Muito usada para treinos específicos de manobras e acrobacias aéreas, a engenhoca já está também disponível para quem quer experimentar a sensação de um salto de pára-quedas, mas ainda não criou coragem suficiente para entrar num avião.
Os profissionais do ramo da queda livre estão empolgados com a notícia, mas quem também pode se divertir são os turistas. ''Nossa idéia, um tanto utópica, na verdade, é criar um parque temático de diversões aéreas'', conta o dono da Azul do Vento, Ricardo Pettená. ''E esse seria o nosso primeiro brinquedinho, por assim dizer.''
Com 9,2 mil saltos no currículo, Pettená acredita que o Túnel de Vento vai incrementar o turismo local. ''A Azul do Vento é a atração turística que mais traz gente de fora para Campinas'', afirma. A escola, que por enquanto só funciona aos sábados e domingos, realiza 250 saltos duplos por fim de semana. ''A meta é chegar a 400'', diz.
A estrutura do Túnel de Vento lembra a de um cone invertido mas o aparelho não se parece com nada do que há por aí. Tem 1,35 metro de altura e 2 metros de diâmetro. Funciona com um motor de 650 cavalos de potência, movido a diesel e responsável por fazer girar uma hélice composta por três pás, a 1,4 mil rpm (rotações por minuto). O mecanismo produz ventos de 180 a 220 quilômetros por hora. ''É perfeito para quem não voa, mas quer sentir a emoção de um salto'', diz Pettená.
No salto duplo, em que o turista vai acoplado ao instrutor, despenca-se de 12 mil pés de altitude (4 mil metros) e atinge-se cerca de 200 quilômetros por hora numa queda livre que dura, em média, 45 segundos.
Qualquer pessoa, independentemente de idade ou peso, pode se aventurar no brinquedo. Não há contra-indicação. Basta seguir as orientações que os instrutores da Azul do Vento passam aos voluntários momentos antes de iniciarem a experiência. ''Túneis de vento já existem há muito tempo, mas é uma ferramenta nova em pára-quedismo, na qual você pode vivenciar a sensação de um salto sem se preocupar com os procedimentos lá em cima'', explica a instrutora Márcia Farkouh, cujo currículo traz 14 anos de pára-quedismo e 3,7 mil saltos.

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